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Disputa no plenário

Rogério Marinho propõe maioridade penal aos 16 anos em PEC que o Senado vota nesta terça-feira 3

Emenda do senador do PL-RN também fixa 14 anos para hediondos, tortura, tráfico e terrorismo; Plenário vota a PEC da Segurança às 16h
Agora RN
02/11/2026 | 15:19

O senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou emenda à PEC da Segurança Pública que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral. Para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, a proposta fixa a idade em 14 anos. A emenda está entre as cinco apresentadas ao Plenário até sexta-feira 30, e a PEC 18/2025 entra na ordem do dia nesta terça-feira 3, às 16h, por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A outra emenda sobre o tema é do senador Camilo Santana (PT-CE), que sugere reduzir a idade de 18 para 16 anos apenas nos casos de crimes hediondos. A redução da maioridade penal é o principal ponto de divergência entre governo e oposição na proposta.

Rogério Marinho discursa no Senado; senador propôs maioridade penal aos 16 anos na PEC da Segurança
O senador Rogério Marinho (PL-RN) em discurso no Senado. — Ton Molina/Senado

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Outras emendas

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) propõe destinar às Forças Armadas recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, para ações de defesa civil, combate a crimes transfronteiriços e ambientais e operações de garantia da lei e da ordem. Já o senador Eduardo Gomes (PL-TO) quer incluir os agentes de trânsito entre os órgãos de segurança pública previstos na Constituição, com patrulhamento viário de natureza policial de trânsito, e também os órgãos estaduais e distrital do sistema socioeducativo.

Texto da PEC

A PEC 18/2025, enviada pelo Poder Executivo, reorganiza o sistema de segurança pública, define novas competências entre União, estados e municípios e inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. O texto prevê mais recursos para a área, entre eles 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal.

A proposta cria um regime penal mais rigoroso para líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias. As medidas incluem prisão obrigatória em presídio de segurança máxima, restrição à progressão de regime e a benefícios processuais, confisco de bens sem indenização, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e familiares.

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O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), alterou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e acatou quatro das 81 emendas apresentadas pelos senadores. Ele retirou um artigo que destinava recursos das apostas esportivas, as bets, aos fundos de segurança pública.

Tramitação

A CCJ aprovou a PEC em 14 de outubro. No mesmo dia, o Plenário aprovou um requerimento que cria calendário especial e dispensa as cinco sessões de discussão exigidas para o primeiro turno e as três necessárias para o segundo. Alcolumbre chegou a retirar a proposta da pauta em 15 de outubro, em meio ao impasse sobre a maioridade penal.

Por se tratar de emenda à Constituição, a PEC precisa de pelo menos 49 votos entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos. Além da PEC, a pauta de terça-feira tem outros quatro itens, entre eles dois acordos internacionais de cooperação e projetos sobre conscientização de tumores ginecológicos e parentalidade positiva.

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