A aprovação da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, durante a sessão deste domingo (17), foi apenas o primeiro passo para um possível impedimento da presidenta Dilma Rousseff, mas os integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e do partido Livres já comemoram. O dirigente do Livres no RN, Karol Diniz, ainda fez deboche do caso afirmando que o que aconteceu ontem foi uma “peia grande” em resposta às previsões petistas de que o partido conseguiria articular o arquivamento do processo.
“Petistas todos calados porque não conseguem terminar de fazer as contas para entender se estão ganhando ou perdendo. Peia grande. Tchau, querida”, disse. O “tchau, querida” virou um jargão da campanha contra a presidente Dilma Rousseff. Foi a frase de desfecho do diálogo entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma divulgada no áudio vazado da Operação Lava Jato, que, supostamente, articulava a ida de Lula para a Casa Civil como tentativa de garantir foro privilegiado ao ex-presidente.

Karol Diniz ainda comemorou os trabalhos do MBL ao longo dos 18 meses com protestos nas ruas, articulações via redes sociais, trabalhos de convencimento, entrevistas e brigas. Ele ainda ironizou o ex-presidente Lula e petistas, qualificando o vice-presidente Michel Temer que pode assumir o comando do país, caso o processo culmine com o impedimento de Dilma.
“De 2003 pra cá, Temer será o primeiro presidente que sabe ler e escrever. Já é um grande avanço na qualidade da gestão. O desespero petista tem escancarado a verdadeira natureza de seus políticos: autoritários, ignorantes, descaradamente corruptos. Eu já sabia”, finalizou.