O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA), corregedor da Câmara dos Deputados, informou que deve finalizar até a próxima quarta-feira 13, o parecer sobre a ocupação da mesa diretora da Casa, ocorrida na terça-feira (5), por parlamentares da oposição. O relatório vai apontar as possíveis punições, que serão encaminhadas para análise do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
A Corregedoria recebeu as denúncias pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e cita nominalmente 14 deputados dos partidos PL, PP e Novo. Uma das petições em tramitação pede que todos os envolvidos no tumulto sejam investigados, o que pode ampliar a lista.

O protesto da oposição, que durou mais de 24 horas, teve início em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ocupação paralisou os trabalhos legislativos, que foram retomados apenas após negociações, em uma sessão marcada por confusão e sem votações.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, comentou à CNN que defenderá uma “punição pedagógica” aos parlamentares que tentaram obstruir os trabalhos, para evitar que ações semelhantes voltem a acontecer. “A ideia é que haja uma sanção que funcione como exemplo, para preservar o funcionamento do Parlamento,” afirmou Motta.
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Diego Coronel explicou que o parecer será detalhado, indicando as medidas cabíveis, e ressaltou que o processo seguirá o rito previsto no regimento interno da Câmara. “Nosso papel é garantir que as regras sejam cumpridas e que o Legislativo funcione com ordem e respeito às normas,” destacou o corregedor.
A lista atual inclui Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Carol de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marco Feliciano (PL-SP), Marcos Polon (PL-MS), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC).