O candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, levou para a campanha um número sobre a crise dos empréstimos consignados, aqueles com parcelas descontadas direto no contracheque dos servidores. Segundo ele, quando deixou a Secretaria da Fazenda, em 31 de março, o passivo com o Banco do Brasil ligado a essa crise ficava entre R$ 377 milhões e R$ 380 milhões. As novas operações de crédito desse tipo continuam bloqueadas.
Para reequilibrar as finanças estaduais, Cadu prometeu enquadrar o Estado em todos os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) a partir do segundo ano de mandato, caso seja eleito. Ele afastou a possibilidade de aumentar impostos e defendeu que os gastos com pessoal cresçam num ritmo menor que o da arrecadação.

Sobre a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), o petista propôs uma parceria público-privada (PPP) para ampliar os investimentos em saneamento, mas sem vender a estatal. De acordo com Cadu, o modelo que está sendo desenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode trazer bilhões de reais para o setor.
Na segurança, o programa de governo prevê aumentar o número de policiais militares e espalhar sistemas de videomonitoramento pelos municípios. Na saúde, a proposta é criar o programa Saúde no Tempo Certo, com atendimento por telemedicina e centrais regionais de diagnóstico.
Para a infraestrutura, o candidato mencionou a duplicação da BR-304, a ligação do Estado com a ferrovia Transnordestina e o Porto-Indústria Verde.