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Polícia

Polícia Civil faz 2ª fase de operação contra “golpe do falso advogado” com quatro prisões e 15 buscas no RN

Em um dos casos, vítima transferiu quase R$ 100 mil por Pix acreditando pagar taxas de um crédito judicial
Agora RN
01/09/2026 | 16:04

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira 1º durante a segunda fase da Operação Falsus Causidicus, que investiga um grupo suspeito de aplicar o chamado “golpe do falso advogado”. Segundo a investigação, os envolvidos utilizavam perfis falsos em aplicativos de mensagens e dados de processos judiciais para induzir vítimas a realizar pagamentos.

A operação contou com apoio da Polícia Civil do Ceará e do Ciberlab, do Ministério da Justiça. Além das prisões e das buscas domiciliares e pessoais, foram determinadas quebras de sigilo para obtenção de provas e outras medidas cautelares. As diligências buscam identificar outros integrantes e esclarecer a movimentação dos recursos obtidos com as fraudes.

Agentes da Polícia Civil e equipe tática caminham por rua estreita durante cumprimento de mandados
Segunda fase da Operação Falsus Causidicus cumpriu quatro prisões preventivas e 15 mandados de busca e apreensão. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Em um dos principais casos apurados, uma vítima transferiu quase R$ 100 mil via Pix após acreditar que estava pagando taxas cartorárias necessárias para receber um crédito judicial. De acordo com a Polícia Civil, tanto a cobrança quanto o crédito que supostamente seria liberado eram falsos.

As investigações apontam que o grupo recorria a técnicas de engenharia social e utilizava informações processuais consideradas verossímeis, além de dados sigilosos das vítimas, para dar credibilidade às abordagens. Os suspeitos se apresentavam como advogados ou utilizavam indevidamente a identidade de profissionais da advocacia para solicitar os pagamentos.

O dinheiro obtido com os golpes, segundo a apuração, passava por contas bancárias de terceiros antes de ser repassado ao suspeito investigado. Para a Polícia Civil, a movimentação tinha como finalidade dificultar o rastreamento das transações financeiras e ocultar a origem dos recursos.

A operação foi noticiada na edição desta terça-feira 1º do jornal O Correio de Hoje.