Publicidade
Inquérito concluído
Massacre de Alcaçuz: 74 são indiciados pela matança de presos em janeiro de 2017
Matança foi a maior já registrada dentro do sistema prisional potiguar
Por Anderson Barbosa / Agora RN - Publicado em 29/11/2019 às 14:44
Andressa Anholete/AFP
Durante a rebelião, presos se amotinaram nos telhados dos pavilhões
A Polícia Civil potiguar concluiu nesta sexta-feira, 29, o inquérito que apura o Massacre de Alcaçuz - como ficou mais conhecida a matança de 27 presos ocorrida em janeiro de 2017 dentro da maior penitenciária do Rio Grande do Norte. Ao todo, 74 detentos serão indiciados por homicídio, além de outros crimes, como dano ao patrimônio público, por exemplo.

Inicialmente, a Polícia Civil tratou o massacre com um total de 26 detentos mortos. Contudo, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta para detalhar a conclusão das investigações, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) admite a morte de mais um preso ao longo da rebelião. O corpo deste preso, no entanto, nunca foi encontrado.

"Temos imagens e depoimentos que nos levam a crer que, realmente, houve mais uma morte. A rebelião estourou no dia 14 de janeiro de 2017. No dia seguinte, o Itep entrou em Alcaçuz e retirou 26 corpos de lá. Porém, poucos dias depois, no dia 19, houve uma batalha campal, e nela houve a morte de mais um detento", afirmou o delegado Marcos Vinícius.

A DHPP acredita que este 27º preso morto seja Rodrigo José Leandro dos Santos, mais conhecido como 'Rodrigo Pantera'.

Rebelião terminou com 27 presos mortos

Logo após o massacre, cinco detentos foram apontados como chefes do PCC no RN e transferidos de avião para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Eles foram os primeiros indiciados pelas 26 mortes. São eles:


José Francisco dos Santos, José Cláudio Cândido do Prado, Paulo Márcio Rodrigues de Araújo, Thiago de Souza Soares e Paulo da Silva Santos foram indiciados 
  • João Francisco dos Santos, ‘Dão’. Condenado a 39 anos de prisão por ter matado o radialista F. Gomes, em Caicó. É natural de Caicó/RN;
  • José Cláudio Cândido do Prado, ‘Doni’. Natural de Campo Grande/MS. Condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas;
  • Paulo Márcio Rodrigues de Araújo. É preso provisório, ainda não foi condenado. É da cidade de Ipanguaçu/RN;
  • Tiago de Souza Soares, ‘Decinho’. Natural de Mossoró/RN. Condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas;
  • Paulo da Silva Santos, ‘Paulo Fuzil’. Natural de Linhares/ES. Condenado a 32 anos de prisão pelos crimes de extorsão e tráfico de drogas.

O MASSACRE

O Massacre de Alcaçuz começou em 14 de janeiro de 2017, e durou quase duas semanas. Ao final, 26 presos foram mortos durante uma briga envolvendo membros de duas facções criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do Crime do RN.

Publicidade
Publicidade