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Investigação

Família contesta prisão de jovem suspeito por morte de professor de futsal em Natal

João Vitor, de 18 anos, foi preso temporariamente sob suspeita de participação no crime; parentes afirmam que ele é inocente e contrataram advogado
Agora RN
18/09/2026 | 09:04

A família de João Vitor, de 18 anos, contesta a prisão temporária do jovem por suspeita de participação na morte do professor de futebol Daniel Silva Oliveira, encontrado com as mãos amarradas e marcas de tiros em uma área de mata na Zona Norte de Natal. Os parentes afirmam que ele foi preso injustamente e contrataram um advogado para tentar obter sua soltura.

Daniel desapareceu em 26 de julho, após ser raptado de casa. O corpo foi localizado em estado de decomposição no dia 20 de agosto. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e a participação dos envolvidos.

João Vitor, de 18 anos, foi preso temporariamente sob suspeita de participação na morte do professor Daniel Silva Oliveira - Foto: Reprodução
João Vitor, de 18 anos, foi preso temporariamente sob suspeita de participação na morte do professor Daniel Silva Oliveira - Foto: Reprodução

O mandado de prisão temporária contra João Vitor foi cumprido nesta semana. O jovem foi aluno de Daniel desde os 6 anos, quando começou a participar das atividades conduzidas pelo professor no bairro das Quintas, na Zona Norte da capital.

Segundo os familiares, a Polícia Civil apontou que João Vitor aparece em um vídeo considerado uma prova durante a investigação. A família também afirma que uma suposta omissão durante o depoimento teria contribuído para a prisão. O caso tramita sob sigilo.

“Porque disseram que ele omitiu na hora do depoimento, como eu tinha falado a vocês. A gente foi sem advogado, sem orientação. E ele ali ficou com medo”, declarou uma tia do jovem.

A familiar negou que João Vitor tenha participado da morte do professor. “Nada, nada. Ele não tem nada a ver com isso. Não é porque é família, mas a gente é muito verdadeira, porque a gente não gosta de mentir, né? E a gente tem a certeza de que o meu sobrinho é inocente. E eu vou até o fim”, afirmou.

A tia também descreveu o comportamento do jovem dentro da família e disse não compreender a prisão. “Aquele menino é criado como um bebê para a gente. É um menino bom. A gente não está entendendo por que está acontecendo isso com ele. A gente não entende.”

Mãe pede investigação e soltura do filho

A mãe de João Vitor afirmou que o professor Daniel ajudou na formação do filho desde a infância. Segundo ela, o jovem dividia a rotina entre trabalho, estudos e treinos de futebol.

“Quem me ajudou a criar João Vitor foi o professor Daniel. Quando eu coloquei meu filho para jogar com ele, ele tinha 6 anos. E hoje eu sou grata a Daniel, porque meu filho virou um homem”, declarou.

“Meu filho hoje é um homem. Meu filho trabalha, meu filho estuda. Meu filho nem me responde. Meu filho vai daqui para ali, ele me pede. Você acha que um rapaz de 18 anos, que olha, deve ganhar isso aqui. Ele é bandido? Ele tem tempo para ser bandido? Meu filho joga de manhã, treina à tarde e estuda à noite”, acrescentou.

A mãe pediu que as autoridades continuem investigando o caso, identifiquem os responsáveis pela morte de Daniel e libertem João Vitor.

“Eu quero justiça, eu quero que a Justiça trabalhe, bote os culpados na cadeia e liberte meu filho. Eles vão acabar com o sonho que meu filho tem de jogar fora. O sonho dele é ser um jogador fora”, disse.

Ela também afirmou que a família busca informações sobre os motivos da prisão. “A gente quer uma resposta, está entendendo? A gente não está entendendo. Parece que está no escuro.”

“Eu estou com medo de ele estar no meio desse povo. Meu filho nem cigarro fuma. Não é justo um negócio desse, meu filho está no meio de uma ruma de gente que vocês sabem”, completou.

O advogado contratado pela família deverá solicitar o relaxamento da prisão. A defesa sustenta que João Vitor não participou do crime. Por tramitar sob sigilo, outros elementos reunidos pela Polícia Civil não foram divulgados.