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Projeto

Agentes defendem PEC do FBI, que tornaria PF científica, rápida e menos burocrática

Presidente do sindicato da categoria diz que projeto deixaria a PF semelhante ao FBI nos EUA, com equipamentos científicos, em vez de depender apenas de testemunhas e de inquéritos
Agora RN
04/02/2019 | 19:08

Uma Polícia Federal mais científica e rápida – exatamente o oposto da realidade de hoje, que é cheia de burocracia. Pelo menos este é o desejo do presidente do Sindicato dos Agentes da Polícia Federal (Sinpef-RN), José Antônio Aquino, que quer a aprovação – no Congresso Nacional – do projeto de emenda constitucional 361/2013, parado na Câmara dos Deputados, que deixaria a PF semelhante ao FBI nos Estados Unidos, com equipamentos científicos, em vez de depender apenas de testemunhas e de inquéritos.

De acordo com Aquino, apenas 8% dos homicídios no Brasil são resolvidos e, nos casos de roubo e furto, este percentual cai para menos de um 1%. Ao esclarecer que a unificação dos Ministérios da Justiça e da Segurança ainda não trouxe – na prática – mudanças na rotina de trabalho, o sindicalista defende uma cooperação maior com as polícias civil e militar. Aquino acredita que esta medida será concretizada, embora tenha deixado claro que não dá para dizer quando será.

Agentes defendem PEC do FBI, que tornaria PF científica, rápida e menos burocrática

Durante entrevista no programa Manhã Agora, apresentado pelo jornalista Tiago Rebolo, na rádio Agora FM (97,9), José Antônio Aquino disse que o número de requisições para a obtenção da posse de arma de fogo aumentou após a edição de um decreto pelo presidente Jair Bolsonaro, mas, segundo o presidente do Sinpef, trata-se apenas de uma demanda represada. Ele lembrou o que muita gente está ignorando: “A arma não é uma defesa, e sim um ataque”. No entanto, o mais importante é definir como será o padrão de atuação das polícias de modo conjunto. “Esperamos que os governos não se percam nestas áreas”, disse Aquino.

Sobre outro assunto emblemático no momento – a reforma da previdência –, defendido por toda a classe de policiais federais, ele diz que a medida é necessária e precisa de esclarecimentos. Na avaliação de José Antônio Aquino, foi passada à população a informação da previdência deficitária é originária de desequilíbrio financeiro causado pelos servidores públicos. “Na verdade, esse déficit vem de sucessivas más gestões designadas por políticos. A reforma terá que levar em consideração o fato de expectativa de vida dos policiais ser menor”, informou Aquino.

Quanto ao trabalho social, o presidente do Sinpef-RN antecipou que este ano será dado continuidade a uma série de palestras nas escolas públicas sobre temas como, por exemplo, corrupção, tráfico de drogas, crimes cibernéticos e a importância da literatura. Mais de 4 mil estudantes já assistiram às palestras e os pedidos aumentam.