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Incêndio

“Estou profundamente abalado”, lamenta escultor após incêndio destruir estátua

Fogo começou após curto-circuito em máquina de solda nesta terça-feira 24; Ranilson Viana relata choque ao saber do incêndio
Nathallya Macedo, O Correio de Hoje
25/02/2026 | 15:17

“Estou profundamente abalado. Nunca aconteceu isso, tenho 15 anos de caminhada”, disse o artista pernambucano Ranilson Viana após o incêndio que destruiu a estátua de Nossa Senhora de Fátima em construção no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, na tarde de terça-feira 24. A estrutura foi tomada pelas chamas e desabou durante o trabalho no canteiro de obras.

A imagem teria 35 metros de altura sobre uma base de 8 metros — cerca de 43 metros no total — e era construída com blocos de isopor. Apenas a cabeça e a coroa, que ainda não haviam sido instaladas, não foram destruídas. O fogo começou após um curto-circuito em uma máquina de solda utilizada na obra, informação que foi confirmada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal.

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O artista pernambucano Ranilson Viana - Foto: Reprodução

No momento do incidente, três trabalhadores atuavam na montagem da estrutura com o auxílio de um guindaste. Um deles sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus, recebeu atendimento no local e foi encaminhado ao hospital. Não houve registro de vítimas graves.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte informou que foi acionado por volta das 14h30 e mobilizou três caminhões do tipo Auto Bomba Tanque Salvamento (ABTS), além de unidades de resgate e salvamento e um oficial de operações. Cerca de 20 militares participaram da ocorrência, utilizando aproximadamente 15 mil litros de água até a completa extinção do incêndio. Após o combate às chamas, a área foi interditada para avaliação estrutural e apuração detalhada das causas.

A estátua integra o Complexo Turístico Religioso Nossa Senhora de Fátima, projeto coordenado pela Prefeitura do Natal com orçamento global estimado em R$ 15 milhões. Apenas a construção da escultura estava orçada em cerca de R$ 5 milhões. A obra começou em novembro de 2024 e tinha conclusão prevista para abril de 2026, incluindo pintura e acabamentos.

Além da imagem monumental, o projeto prevê pavimentação das vias do entorno, acessibilidade, iluminação cênica, cercamento com gradil, estacionamento e estrutura de apoio ao visitante. Após o incêndio, um novo cronograma deverá ser elaborado e o uso do material na construção passará por reavaliação.

Em nota oficial, a Prefeitura informou que Ranilson Viana se comprometeu a se responsabilizar integralmente pela recuperação da imagem e a retomar os serviços assim que as condições estruturais permitirem, sem prejuízo financeiro para o município. A proposta do complexo é transformar a Zona Norte em um novo polo de turismo religioso, ampliando os atrativos da capital potiguar além do tradicional turismo de sol e mar.

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