Ativistas de diferentes entidades sociais se reuniram no final da tarde desta quinta-feira na Cidade Alta em manifesto contra a prisão do capoeirista macaibense Hallison Silva da Costa, também conhecido como Halisson Foguete. Ele foi condenado em júri popular, em abril deste ano, acusado por um homicídio ocorrido em 2015. Ele nega ter cometido o crime.
De acordo com Lili Damasceno, ativista dos direitos humanos e militante do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), o ato público tem a intenção de promover a reabertura do caso, para que haja um novo julgamento. “Ele era a única testemunha do crime e chegou a ligar para a Polícia. No entanto, sabemos que não houve uma justiça equilibrada pelo fato de os suspeitos serem sempre negros”, observou.

A manifestação teve início na Praça João Maria e terminou na Avenida Rio Branco. O evento contou com a confecção de cartazes, colagem de lambe-lambes, roda de capoeira, batalha de slam e outras intervenções artísticas. Além de promover um abaixo-assinado, o comitê também vende camisetas para arrecadar recursos e sustentar a campanha em prol de Foguete.
Segundo o Ministério Público (MPRN), a vítima do homicídio era um homem de 60 anos, morto a pedradas nas proximidades do Mercado Público de Macaíba, em 5 de março de 2015.
O MPRN pediu a condenação de Hallison afirmando que a motivação do crime seria a suposta dívida que a vítima teria com ele.
Segundo a investigação, Foguete relatou que encontrou a vítima agonizando, em seguida acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a gravação da ligação, que poderia confirmar sua versão, nunca foi analisada.
A defesa do capoeirista entrou com pedido de habeas corpus, mas foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Foguete está preso há cerca de 1 mês na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Ele foi condenado a 14 anos de prisão.