Em coletiva realizada nesta sexta-feira 20, em seu campo de golfe em Nova Jersey, o presidente Donald Trump admitiu a dificuldade de exigir que Israel interrompa os ataques ao Irã. “Quando um lado está obtendo sucesso militar, torna-se complicado pedir paralisação”, declarou, referindo-se à atual vantagem israelense no conflito que completa oito dias.
O mandatário americano confirmou conversas diplomáticas paralelas com Teerã, mas descartou ação imediata: “Estamos prontos, porém veremos como evolui”. A postura segue relatório da Casa Branca divulgado na quinta-feira 19, que adia em 15 dias a decisão sobre intervenção direta dos EUA.

Contexto do conflito:
- Israel mantém ofensiva aérea contra instalações nucleares iranianas desde 13/6
- Irã respondeu com drones e mísseis, sem sucesso significativo
- 40% das estruturas nucleares iranianas já apresentam danos, segundo inteligência ocidental
- Teerã condiciona paz à interrupção dos ataques por Israel
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Enquanto Netanyahu promete “atingir todas as bases iranianas”, analistas apontam que o avanço decisivo depende de arsenal pesado estadunidense. Trump evitou comprometer-se, mantendo a estratégia de pressionar diplomaticamente o Irã sem frear a ação israelense. O posicionamento ocorre em meio a sua campanha de reeleição, onde sua base conservadora apoia o aliado histórico.
A próxima semana deve definir se os EUA enviarão equipamentos específicos solicitados por Israel ou se optarão por mediação direta. Enquanto isso, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou reunião de emergência para domingo 22.