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Agro
Vieira se posiciona contra “agendas ideológicas” e diz que violência aumenta no campo
Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN diz que violência no campo e invasões rurais inquietam o todo o setor produtivo no campo
Redação
17/01/2018 | 15:56

De olho nas necessidades dos produtores rurais, que ainda vivem o drama de uma seca que atinge generalizadamente todos os açudes do estado, o presidente da Federação da Agricultura do RN (FAERN), José Vieira, disse nesta quarta-feira, 17, que a entidade permanece atenta a qualquer instabilidade no campo, especialmente a criminalidade e invasão de terras produtivas.

Entre as preocupações do setor, segundo Vieira, estão o monitoramento de qualquer tipo de violência no campo e as invasões de propriedades por grupos que insistam em desprezar a função produtiva do agronegócio.

Sobre assaltos a propriedades, Vieira apelou que acontecimentos dessa natureza sejam encaminhadas imediatamente à Federação. Ele lembrou que no âmbito da Confederação de Agricultura do Brasil (CNA), antiga Confederação Nacional da Agricultura, já é feito há pelo menos dois anos um monitoramento permanente dessa situação por meio do Observatório da Criminalidade no Campo. O programa tem com o objetivo traçar um diagnóstico e propor ações que combatam a violência que atinge o produtor rural e seus familiares.

“No RN, como em qualquer outra parte do País, a violência e as drogas vem crescendo a olhos vistos e mobilizam todo o setor, bem como a invasão de terras, cuja ação revestida de agenda política merece toda a atenção e repúdio por parte da classe produtora rural”, afirmou Vieira.

O dirigente, porém, faz questão de ressaltar que não se opõe à reforma agrária. “Existe muita terra devoluta no País para empreender excelentes assentamentos”, acentuou. Mas, sobre as invasões promovidas pelo Movimento Sem terra (MST), Vieira foi taxativo:

“Essa não é a forma mais inteligente e adequada para estimular a produção no país. Se o governo quiser fazer algum programa de reforma agrária, que compre a terra e distribua da maneira que achar melhor. No entanto, não podemos aceitar invasão de terra ou de qualquer propriedade, seja ela pública ou privada, sob pena de instalarmos uma anarquia organizada no campo que atenda mais agendas ideológicas do que agendas produtivas”.

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