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Aniversário
Nova Parnamirim celebra 30 anos como bairro mais popularizado de Parnamirim
De acordo com censo de 2010 do IBGE – o último que contabilizou população por bairros até hoje –, Nova Parnamirim possuía, 54.076 habitantes; hoje, são quase 90 mil, tornando-o o maior bairro da cidade
Redação
10/06/2019 | 09:52

O bairro de Nova Parnamirim completou, neste ano, 30 anos de sua fundação. Criado por meio de decreto, do então prefeito Raimundo Marciano, o bairro nasceu em 13 de maio de 1989. De acordo com censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – o último que contabilizou população por bairros até hoje –, Nova Parnamirim possuía, naquele ano, 54.076 habitantes. Hoje, são quase 90 mil, tornando-o o maior bairro da cidade.

Ainda segundo o IBGE, Nova Parnamirim representa 6% da população do Rio Grande do Norte. Hoje, a cidade inteira conta com 255.793 habitantes. Moradora desde a época em que Nova Parnamirim era um distrito, a profissional da Educação Soraya Dantas recorda-se que, antes das avenidas asfaltadas, tudo o que se via era barro e mato.

“Meus pais compraram uma casa no Conjunto do IPE, o primeiro conjunto residencial do bairro, no final de 1984. Ali, eram como se fossem sítios e granjas. Havia muito mato. Não tinha transporte; para se locomover, a gente tinha que andar até a terceira etapa do Conjunto Pirangi. Era tudo muito distante”, contou Soraya.

Nova Parnamirim é conurbada com Natal e separada do Centro pelas instalações desativadas do Aeroporto Internacional Augusto Severo. O bairro é cortado por duas vias principais, a Abel Cabral e a Maria Lacerda Montenegro. Por estar na divisa de Parnamirim e Natal, o bairro ficou conhecido, carinhosamente, por “Nem” (Nem Natal, Nem Parnamirim).

Graças à verticalização constante, empresas se interessaram em apostar no bairro. O que 30 anos atrás eram terras de lama e sítios, hoje abriga instalações dos supermercados Extra e Nordestão, da rede de bricolagem Leroy Merlin, e de redes de fast-food, como McDonald’s e Pitts Burg.
Também testemunha dos primeiros dias do bairro, a vereadora Kátia Pires (PTC) explicou como foi a evolução industrial de Nova Parnamirim. “No início, havia pouco empreendimento. Já hoje, Nova Parnamirim é o pedaço mais caro e mais bem avaliado da cidade. Os empresários acreditaram e colheram frutos”.

Segundo Kátia, o “boom” no bairro só surgiu depois dos anos 2000, quando o falecido ex-prefeito Agnelo Alves tentou se candidatar ao Executivo Municipal pela primeira vez, e perdeu.

“Por coincidência, ou não, o bairro acompanhou a influência e o crescimento de Agnelo. Foi quando ele mostrou uma nova cara e começaram a aparecer novos empreendimentos”, relembra.

“Desde o início, eu já imaginava que o bairro fosse ter um crescimento, mas não pensei que fosse tão acelerado; de uma forma que não dá para acompanhar”.

Como mencionado por Soraya Dantas, o primeiro conjunto residencial a surgir no bairro foi o IPE, construído, como a sigla sugere, pelo Instituto de Previdência do Estado. O IPE abrigava servidores estaduais de classe média-baixa.

Somando-se aos poucos empreendimentos e falta de pavimentação, o cenário que se desenhava era de um bairro franzino. “Só no começo dos anos 1990 é que os ônibus começaram a transitar por aqui. Lembro que ia e vinha da faculdade e havia muita lama daqueles barros bem vermelhos. Chegava em casa toda suja”, explicou Soraya, que também foi a primeira secretária do subprefeito Marcílio Sena.

Três décadas depois de seu nascimento como bairro, Nova Parnamirim é eleito por seus moradores como um ótimo lugar para se viver. A vereadora Kátia Pires, inclusive, denomina o bairro como “uma grande mãe”.

“Nova Parnamirim acolhe a todos de todas as formas. Foi o bairro que me escolheu e aos outros moradores pelo que oferecia e oferece. É um bairro prazeroso e amoroso. É uma grande mãe que oferece lugar para todo mundo, para todo tipo de comerciante e morador. Criei meus filhos lá e meus netos estão sendo criados lá”, enalteceu a parlamentar.

Para a educadora Soraya Dantas, “o bairro é de suma importância” em sua vida. Um dos poucos defeitos, segundo ela, é o medo da violência.

“Foi onde criei meus filhos, e é onde eu trabalho. Hoje é um bairro que oferece tudo para gente. O problema maior, como em todos os lugares, é a insegurança. Naquela época tomávamos café na calçada, hoje não podemos fazer isso. Mas continuamos torcendo pela evolução do bairro, para que ele fique cada vez melhor de se viver”, concluiu.

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