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Posicionamento
FAB “se precipitou” ao anunciar obras no Augusto Severo, diz Carlos Augusto
Deputado afirma que FAB deve propor 'compensação social” para Parnamirim caso decida por utilizar o espaço apenas para abrigar setores administrativos da Base
Tiago Rebolo
12/05/2017 | 05:00

Liderança política da cidade de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, o deputado estadual Carlos Augusto Maia (PSD) afirmou que a Força Aérea Brasileira (FAB) “se precipitou” ao anunciar que o salão de embarques e desembarques do terminal aeroportuário Augusto Severo, desativado para operações civis há quase três anos, será reformado e utilizado apenas como sede de departamentos administrativos da instituição.

De acordo com o parlamentar, o comunicado da FAB causou estranheza sobretudo pelo fato de ter ganhado intensidade nas últimas semanas uma movimentação política em torno de consolidar projetos para melhor aproveitamento da área que abrigava o aeroporto. “A FAB se antecipou ao fazer este anúncio, que acaba com a expectativa que alimentávamos”, resumiu Carlos Augusto.

Entre as propostas, o deputado cita que há o estudo para construir um museu da Aeronáutica no espaço, de modo a estimular o turismo na região. Além disso, um centro de convenções foi anunciado para o local. “Essas propostas, que partiram da própria FAB, foram muito bem aceitas. Por isso, não entendemos esse anúncio agora”, afirma.

Segundo Carlos, um aspecto que deve ser considerado é que boa parte da área adjacente ao terminal Augusto Severo pertence ainda ao Governo do Estado. “Boa parte da estrutura ainda é do Estado. Então, se houver insistência da FAB neste projeto, esperamos alguma contrapartida pela parcela do terreno utilizada por eles”, enfatiza.

O deputado ressaltou ainda que a área que contempla o Aeroporto Augusto Severo e a Base Aérea de Natal é “terreno nobre” da cidade. “A FAB deve apresentar alguma contrapartida social a Parnamirim caso queira utilizar toda aquela área nobre. Esperamos isso”, afirma. “Cerca de 30% do território da cidade é área nobre utilizada para fins militares”, complementa.

Carlos Augusto, que iniciou a trajetória política como vereador no município, afirma que, diante da novidade, vai elaborar um ofício e encaminhar o documento aos integrantes da bancada federal do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional para que os deputados e senadores do estado intercedam por Parnamirim junto à gerência nacional da Força Aérea.

“Vamos solicitar à nossa bancada que intervenham na questão. A proposta foi da própria FAB de dar uma compensação social para Parnamirim. E agora eles vêm com essa?”, questiona.

Apesar disso, segundo o parlamentar do PSD, o anúncio da Força Aérea Brasileira de utilizar o terminal para abrigar setores administrativos da instituição não impede que sejam conduzidos projetos em conjunto para a região. Muitas alternativas têm sido estudadas com o intuito de recuperar receitas e empregos perdidos pelo município com a desativação do aeroporto. “O Estado avalia terrenos em Parnamirim com o objetivo de construir uma central de abastecimento alternativa à Ceasa, por exemplo”, exemplifica o deputado.

O Aeroporto Internacional Augusto Severo foi desativado para atividades civis em 31 de maio de 2014, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol, na qual Natal foi subsede. Operações de companhias aéreas foram transferidas, desde então, para o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, construído em São Gonçalo do Amarante. Diversas propostas para utilização do Augusto Severo surgiram ao longo desses três anos, mas não houve reversão da ideia de transformar o terminal apenas em um espaço militar.

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