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Ministério da Saúde
Estado vai participar de pesquisa nacional sobre raiva em animais silvestres
Em 2017, quatro municípios do RN registraram casos positivos de raiva em raposas: Afonso Bezerra, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz
Redação
20/03/2018 | 12:36

O Rio Grande do Norte foi escolhido pelo Ministério da Saúde como o primeiro estado do Brasil para participar de uma pesquisa nacional que investigará os casos de raiva em animais silvestres, especialmente as raposas. A coordenadora nacional do Programa de Controle da Raiva, Silene Rocha, está no estado para conduzir a pesquisa.

Nesta segunda-feira (19), os coordenadores regionais e municipais de controle da raiva e representantes do Laboratório Central do Estado (Lacen) estiveram reunidos na Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para uma apresentação de dados e relatos de experiências de como está o controle da doença em cada município.

Neste terça-feira (20) uma equipe da Sesap e Ministério da Saúde visita o município de Extremoz e na quarta-feira (21) seguem para Caicó. O objetivo é investigar os casos de raiva em canídeos silvestres (entre eles raposas, cachorro-do-mato, coiote e etc), orientando a população como proceder com animais suspeitos de terem a doença e aplicar um questionário que servirá como modelo para uma ficha de investigação, que será usada em todo o país.

Em quinze anos, de 2002 a 2017, o Brasil registrou 400 casos de raiva em raposas, o RN tem 9% destes casos. Em 2017, quatro municípios do RN registraram casos positivos de raiva em raposas: Afonso Bezerra, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz. Em 2018, até o mês de março, são três casos confirmados da doença nas raposas, sendo 2 em Caicó e 1 em São Bento do Trairi.

Orientações

As raposas são animais de hábitos noturnos e que se afastam da presença do homem. Quando o animal está doente passa a apresentar comportamento suspeito, aparecendo durante o dia e perdendo o medo de se aproximar das pessoas. Animal atropelado em via pública também é suspeito de estar infectado pelo vírus da raiva.

A Sesap orienta que em caso de acidente com raposas ou qualquer outro animal, procurar assistência médica imediatamente para receber o tratamento antirrábico e também comunicar ao centro de controle de zoonoses e secretaria de saúde do município onde ocorreu o caso. Para dúvidas, o e-mail do Programa Estadual de Controle da Raiva é: [email protected]

De acordo com Alene Castro, do setor de vigilância ambiental da Sesap, no ano passado o RN atingiu a meta de vacinar contra a raiva mais de 80% dos cães e gatos. Além disso, a secretaria segue o protocolo nas ações de vigilância, controle e prevenção da raiva, que passam pela investigação dos casos no local; bloqueio de foco; acompanhamento das doses das vacinas e ações de educação em saúde nos municípios.

A Suvam destaca que no RN o último registro de raiva humana – fatal em 99,9% dos casos – ocorreu em 2010, em Frutuoso Gomes, tendo um morcego sido o transmissor.

Números no RN

-De 2010 a 2017 o Rio Grande do Norte registrou 61.795 atendimentos antirrábicos, sendo mais de 90% provocados por cães ou gatos.
-Nos últimos três anos, de 2015 a 2017, 202 pessoas procuraram atendimento por acidentes com raposas. Os municípios de Caicó, Mossoró e Natal são os com maior notificação de casos destes acidentes.
-Em 2018 foram confirmados cinco casos de raiva animal no RN, sendo três em raposas e dois em morcegos.

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