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Renúncia
Em protesto, servidores de Natal cantam “Vá com Deus” para Carlos Eduardo
Protesto em frente à Prefeitura de Natal foi contra o descumprimento da chamada lei da data-base, que fixa reajuste salarial para os funcionários todo mês de março
Redação
05/04/2018 | 15:22

Servidores públicos municipais realizaram na manhã desta quinta-feira, 5, um protesto em frente à Prefeitura de Natal contra o descumprimento da chamada lei da data-base, que fixa reajuste salarial para os funcionários públicos todo mês de março. Além disso, segundo os organizadores, o ato serviu para repudiar episódios de assédio contra servidores na gestão municipal.

Durante o protesto, um carro de som executava a música “Vá com Deus”, da cantora Roberta Miranda, em alusão à possível renúncia do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) – que pode abdicar do cargo até o próximo sábado, 7, para disputar o Governo do Estado.

De acordo com Soraya Godeiro, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat), o protesto foi uma maneira de dar publicidade às exigências da categoria, uma vez que representantes da Prefeitura se recusam a receber os sindicalistas.

“Já temos quatro datas-bases sem ser cumpridas. Nossa categoria já tem uma perda salarial de 43% neste atual mandato de Carlos Eduardo, segundo o Dieese. Não é uma ‘reivindicação’, é a exigência do nosso direito”, destacou a sindicalista. “Além disso, esse ato é para denunciar o assédio moral contra servidores. Tivemos, infelizmente, um servidor que cometeu suicídio no mês passado, e ele já vinha denunciando episódios de assédio”, complementou.

Outro motivo da manifestação foi a falta de diálogo com a Prefeitura. De acordo com Soraya, o Sinsenat já protocolou dezenas de ofícios para solicitar uma reunião com o prefeito Carlos Eduardo, mas os pedidos sequer foram respondidos. Ela espera que o vice-prefeito, Álvaro Dias (PMDB), adote postura diferente caso assuma a gestão a partir deste final de semana.

“A nossa expectativa é que, com a renúncia do prefeito, Álvaro Dias não tenha a mesma conduta. Repito: não são reivindicações, são leis. Na segunda-feira, caso houver a renúncia, iremos ingressar com um ofício solicitando uma audiência com o novo prefeito. Vamos ver”, finalizou a sindicalista.

Além do Sinsenat, participaram da manifestação desta quinta-feira representantes dos sindicatos de guardas municipais (Sindguardas), de profissionais da saúde (Sindsaúde), além de enfermeiros e odontólogos. Cerca de 200 pessoas se concentraram em frente ao Palácio Felipe Camarão, na Cidade Alta, durante o protesto.

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