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E agora?
Carlos Eduardo volta atrás e já assume importância do Município na segurança
Após se eximir publicamente da responsabilidade sobre segurança, prefeito recuou e disse que é necessária a participação, mas já culpou bolo tributário pela falta de 'efeito' em ações
Redação
03/07/2017 | 19:37

O prefeito de Natal Carlos Eduardo, autoridades, especialistas e gestores da área da segurança pública participaram nesta segunda-feira (03), na Fiern, do 30º seminário Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, que debateu o tema “Segurança Pública e Cidadania”.

A programação contou com cinco palestras e dois debates. O seminário foi aberto pela reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ângela Paiva. O chefe do Executivo municipal participou do evento e elogiou o Motores do Desenvolvimento que completou dez anos. “A escolha do tema extremamente atual e necessária e que estamos vivenciando. O Motores ajudou a sociedade e gestores a discutir com fundamentação e políticas públicas para enfrentar o problema que é muito sério”, destacou.

“Os municípios têm que entrar no enfrentamento do problema da segurança, mas com a divisão do bolo tributário, fica muito difícil que se leve a efeito uma implantação de política pública de segurança”, destacou o prefeito.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que publicou o Atlas da Violência 2017, o Estado do Rio Grande do Norte possui o maior índice de homicídios do país, a alta foi de 232% entre 2005 e 2015. Nos primeiros meses de 2017, o Rio Grande do Norte somou mais de 1.130 mortes, segundo o Governo.

A secretária da Segurança Pública e da Defesa Social do Estado, Sheyla Freitas, defendeu que é necessário investimento na área e aumento de efetivo. “O maior problema do nosso Estado é fala de efetivo, mas, já estamos realizando concursos públicos”, destacou, ela ainda afirmou que o número de homicídios caiu 17% no mês de junho comparado ao mês de maio.

Por sua vez, o ex-secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Brisolla Balestreri, afirmou que o agravamento da crise sócio-econômica do Brasil colabora para o aumento do crime organizado. “O desemprego e a população vivendo na miséria e pobreza são favores que aumentam o crime organizado nos presídios do país e consequentemente chega às ruas. O crime é célere e o estado é lento. Com isso, é necessário mais e mais investimentos na segurança pública”.

“O Brasil é um país violento, tem um crescimento desordenado, é necessário prevenir e controlar o crime. Para isso, faz necessário investimento qualificado na segurança pública e integração policial para reduzir o número de homicídios que é crescente no Nordeste”, disse o pesquisador José Luiz Ratton, da Universidade Federal de Pernambuco.

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