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Chuvas
Apenas 30% da reserva hídrica deve ser recuperada este ano com as chuvas
Números da Caern mostram que dos 167 municípios do estado, 15 cidades estão em colapso no abastecimento e 84 recebem água pelo sistema de rodízio
Redação
23/02/2018 | 14:42

As chuvas que começaram a cair neste mês de fevereiro em todo o Rio Grande do Norte não foram suficientes para modificar a situação crítica de armazenamento dos principais reservatórios públicos que abastecem a população de água potável e que, neste momento, estão secos ou em volume morto. A tendência é que somente 30% da reserva hídrica seja recuperada nos açudes.

Números da Caern (Companhia de Abastecimento de Águas e Esgotos do RN) mostram que dos 167 municípios do estado, 15 cidades estão em colapso no abastecimento nas regiões Alto Oeste, Oeste e Seridó, e 84 recebem água pelo sistema de rodízio.

Em Santana do Matos, na Região Sertão Central Potiguar, o abastecimento foi retomado porque o açude Rio da Pedra “tomou” água. De acordo com o monitoramento da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de hoje, 23, está com um volume de 8,62% (1.173.100 milhão de metros cúbicos) de sua capacidade que é de 13.602.215 milhões de metros cúbicos.

No município de Serra Negra do Norte, no Seridó, a Barragem Dinamarca sangrou (transbordou) na tarde do dia 20 de fevereiro. Com capacidade para 5 milhões de metros cúbicos de água. Desde as primeiras chuvas, a prefeitura começou o corte de terras nas comunidades rurais.

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Corte de terras nas comunidades rurais já começou em Serra Negra do Norte / Foto: Site da Prefeitura de Serra Negra

O diretor geral do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) Josivan Cardoso Moreno disse que apesar de terem recebido água com variação de volumes entre 50 metros cúbicos e 5 milhões de metros cúbicos – este último é caso da barragem Armando Ribeiro Gonçalves na região do Assu – o quadro continua inalterado quanto aos abastecimentos que tem captação a partir dos grandes reservatórios.

A escassez de água nesse longo período de estiagem, com duração de sete anos, levou o governo do Estado a adotar medidas como o Plano Emergencial de Segurança Hídrica que executa ações como abastecimentos através de perfurações de poços, de implantação de dessalinizadores, de adutoras emergenciais e também do atendimento para cidades em colapso pela Operação Vertente que abastece a população em áreas críticas através de carros-pipa, sob coordenação do Gabinete Civil do Estado e Defesa Civil Estadual.

Nesta quinta-feira, 22, a Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte) divulgou após a II Reunião Climática que reuniu em Natal meteorologistas do Nordeste, que o inverno no semiárido será de normal a acima do normal. Diante desse prognóstico, Josivan Cardoso Moreno explicou que as reservas hídricas estão muito escassas e as ações para a segurança hídrica vão continuar.

RESERVAS

“Mesmo chovendo na média, a tendência será de uma melhoria de reserva recuperada na perspectiva de 30 % do que hoje estão. Sendo assim, continuarão todos os cuidados e a atenção com controle e os monitoramentos. Até porque é preciso gestão para a segurança hídrica. E as ações de atendimento serão continuadas”, ressalvou o diretor geral do Igarn. Insuficientes para encher grandes reservatórios, as chuvas têm causado euforia nas pequenas propriedades que mantém pequenos açudes, muito deles, chegando a sangrar no interior do Estado.

Josivan Cardoso Moreno disse é importante que os pequenos açudes tomem água para manter os abastecimentos em áreas rurais, principalmente para produtores familiares e dessedentação animal. Ele explicou que os pequenos açudes situados nas bacias que drenam para os grandes reservatórios, depois de sangar, garante que a água vai chegar até estes.

De acordo com o titular do Igarn não existe um inventário oficial com uma contagem do número de pequenos reservatórios no Estado, mas no último levantamento da área técnica do Instituto,realizado em 2017, foram identificados mais de 7.000 deles com acumulação menor de 5 milhões de metros cúbicos.
Estes pequenos reservatórios podem ser públicos ou particulares.
“O IGARN vem atuando para buscar conhecer os proprietários e assim fortalecer o banco de dados destes tipos de reservatórios”, anunciou Josivan Cardoso Moreno.

QUADRO ABASTECIMENTO – ATUALIZADO EM 220218

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