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Copa do Mundo 2026

Marca vê adeus de Neymar como paradoxo

Marca afirma que atacante era apontado como sucessor de Messi e Cristiano Ronaldo, mas encerrou ciclo no Brasil antes dos dois veteranos.
Por O Correio de Hoje
07/07/2026 | 13:27

A eliminação da seleção brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 repercutiu na imprensa internacional com análises sobre o encerramento da trajetória de Neymar com a camisa do Brasil. Em artigo publicado nesta terça-feira 7, o jornal espanhol Marca classificou a despedida do atacante como um “paradoxo cruel”, ao argumentar que o jogador foi preparado para suceder Lionel Messi e Cristiano Ronaldo no protagonismo do futebol mundial, mas encerrou sua história na seleção antes dos dois veteranos.

Na avaliação do periódico, Neymar reunia características que o colocavam como herdeiro natural da geração liderada por Messi e Cristiano. “Era o herdeiro natural de uma era irrepetível, o único jogador que parecia reunir talento, carisma e dimensão midiática suficientes para ocupar o trono que durante mais de 15 anos foi compartilhado pelo argentino e pelo português”, escreveu o jornal. O texto lembra que a conquista da Uefa Champions League pelo Barcelona, o protagonismo precoce na seleção brasileira e o desempenho técnico reforçavam a expectativa de que o atacante inauguraria uma nova fase no futebol internacional.

Neymar chora Copia
Jornal espanhol afirma que atacante era apontado como sucessor de Messi - Foto: reprodução / internet

O Marca sustenta, porém, que essa projeção nunca se confirmou plenamente. Segundo a publicação, uma sequência de lesões, decisões tomadas ao longo da carreira, frustrações acumuladas com a seleção brasileira e a perda de regularidade impediram que Neymar mantivesse o desempenho esperado ao longo dos anos. Para o jornal, embora o talento do jogador jamais tenha sido colocado em dúvida, sua trajetória ficou aquém da dimensão projetada no início da carreira.

O artigo também ressalta que o cenário ganhou contornos simbólicos porque Messi e Cristiano Ronaldo seguiram caminho oposto ao previsto. “Messi e Cristiano se negaram a ir embora. Aos 39 e 41 anos, adaptaram seu futebol ao passar do tempo, seguiram competindo e alimentando uma lenda que parecia não ter prazo de validade”, afirma a publicação. Na interpretação do diário espanhol, enquanto Neymar via seu ciclo na seleção chegar ao fim, os dois jogadores que deveria substituir prolongaram suas carreiras em alto nível.

Para o periódico, o Brasil também permaneceu por mais de uma década depositando no camisa 10 a expectativa de conquistar a primeira Copa do Mundo desde 2002. Embora o texto ressalte que Neymar não possa ser tratado como um fracasso, conclui que sua passagem pela seleção termina marcada pela sensação de uma missão inacabada. “A pergunta é inevitável: como um jogador destinado a suceder Messi e Cristiano terminou se despedindo antes deles?”, encerra a análise publicada pelo jornal espanhol.