A Confederação Brasileira de Futebol realizou, nesta segunda-feira 27, no Rio de Janeiro, a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Base Brasileira, iniciativa voltada à reformulação das categorias de base no futebol nacional. O colegiado é coordenado por Felipe Diego Barbosa Silva, presidente em exercício da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol, e reúne representantes de federações, clubes, especialistas e consultores técnicos.
O encontro marca o início das atividades do grupo, que terá como missão elaborar propostas para aprimorar o modelo de formação de atletas no Brasil. A iniciativa integra um conjunto de medidas da CBF voltadas à modernização do futebol, que incluem mudanças recentes nos calendários das competições, a introdução de regras de fair play financeiro e a profissionalização da arbitragem.

Além da coordenação do grupo, o futebol do Rio Grande do Norte também participa com dirigentes do Santa Cruz e do Quinho Futebol Clube SAF (QFC), ampliando a representação regional nas discussões.
O GT trabalhará a partir de cinco eixos principais: organização dos calendários de competições e compatibilização com o calendário escolar; certificação e governança dos clubes formadores; ambiente regulatório das categorias de base; diretrizes nacionais para formação de jovens talentos; e desenvolvimento do futebol feminino de base.
As propostas deverão ser consolidadas em um documento a ser apresentado à CBF no prazo de 90 dias. Segundo Felipe Diego, a composição do grupo, que reúne cerca de cem profissionais entre especialistas, ex-jogadores e dirigentes, deve contribuir para a construção de um modelo mais estruturado e alinhado a padrões internacionais.
“Esse é um momento muito importante para o Futebol brasileiro. Estamos iniciando as discussões do GT da base com uma representação muito diversa e qualificada. A partir desta primeira reunião iremos construir um documento sólido, com sugestões para aprimorar o modelo existente hoje em nossa base”, afirmou o dirigente.
A expectativa da entidade é que as propostas resultem em maior proteção ao processo formativo, sustentabilidade para clubes formadores e melhoria na qualidade da formação de atletas em todas as regiões do País.