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Copa do Mundo

Adeus de Neymar ecoa na Europa

Jornais de Portugal e Espanha repercutem o anúncio do fim da trajetória do atacante na seleção brasileira após a eliminação para a Noruega; legado e ausência do título mundial dominam as análises.
Por O Correio de Hoje
06/07/2026 | 14:56

O anúncio de Neymar de que não voltará a defender a seleção brasileira ganhou repercussão imediata na imprensa europeia após a eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo. A despedida do camisa 10, confirmada poucas horas depois da derrota por 2 a 1, foi tratada como o encerramento de um ciclo histórico, embora acompanhada por avaliações distintas sobre sua trajetória internacional.

Em Portugal, o jornal A Bola estampou em sua manchete a palavra “Acabou” e deu destaque ao tom emocional da declaração do jogador. O periódico reproduziu a frase dita por Neymar logo após a eliminação: “Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”. A publicação também ressaltou o legado do atacante, que encerra sua passagem pela seleção como maior artilheiro da história da equipe brasileira, com 80 gols em 130 partidas.

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Jornais europeus destacam despedida amarga de Neymar da Seleção Brasileira: quatro copas e nenhum título - Foto: reprodução / internet

Na Espanha, a cobertura adotou um enfoque mais crítico. O diário AS destacou que a principal lacuna da carreira de Neymar foi não conquistar uma Copa do Mundo, classificando sua trajetória como marcada por “quatro Mundiais sem conquistar a coroa”. O jornal também lembrou que o atacante teve participação limitada nesta edição do torneio em razão da lesão sofrida durante a competição e questionou a decisão do técnico Carlo Ancelotti de incluí-lo na convocação, argumentando que outros atacantes viviam melhor momento antes do Mundial.

Já o Marca definiu a despedida como “amarga” e utilizou a própria declaração de Neymar para sintetizar o sentimento após a eliminação. Para o diário espanhol, a derrota para a Noruega encerrou de forma melancólica uma carreira internacional marcada pelo protagonismo técnico, mas sem o hexacampeonato perseguido ao longo de quatro participações em Copas do Mundo.

Apesar das diferenças de abordagem, os principais veículos da Península Ibérica convergiram ao tratar o anúncio como o fim de uma das carreiras mais relevantes da história recente da seleção brasileira. Neymar deixa a equipe nacional como seu maior goleador, mas encerra a trajetória sem conquistar o título mundial que acompanhou sua geração desde a estreia, em 2010.