A delegação da seleção brasileira começa a deixar os Estados Unidos nesta terça-feira (7), um dia após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disponibilizou um voo partindo de Nova York para os integrantes da delegação que retornarão ao Brasil. Parte dos jogadores, no entanto, seguirá diretamente para a Europa ou para o período de férias, sem passar pelo país.
A derrota por 2 a 1 para a seleção norueguesa interrompeu a campanha brasileira ainda nas oitavas de final, resultado que não ocorria desde a Copa do Mundo de 1990. Com a eliminação, a equipe ampliará para 28 anos o intervalo sem conquistar um título mundial, já que o último troféu foi levantado em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. O revés também marca a sexta edição consecutiva sem o hexacampeonato.

A partida foi marcada por oportunidades desperdiçadas pelo Brasil. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Bruno Guimarães teve a chance de abrir o placar em cobrança de pênalti, mas parou na defesa do goleiro norueguês. Após a partida, Vinícius Júnior afirmou que a escolha do cobrador foi uma decisão do técnico Carlo Ancelotti, que, segundo o atacante, definiu previamente a ordem das cobranças. O treinador também defendeu a opção, afirmando que a decisão foi baseada em análises de desempenho.
A Noruega definiu a classificação na etapa final com dois gols de Erling Haaland, que chegou à liderança da artilharia da competição. Neymar ainda descontou nos acréscimos, também em cobrança de pênalti, mas o gol não evitou a eliminação brasileira. Após o confronto, Haaland classificou a vitória como a maior da história do futebol norueguês, enquanto o técnico Ståle Solbakken afirmou que o resultado representa o momento mais importante já vivido pela seleção do país em Copas do Mundo.
A eliminação também encerrou uma campanha cercada por expectativas após a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da seleção. Com contrato até a Copa do Mundo de 2030, o treinador italiano descartou qualquer possibilidade de deixar o cargo e afirmou que o resultado deve servir como ponto de partida para um novo ciclo de renovação da equipe. A reconstrução terá como horizonte o próximo Mundial, quando o Brasil tentará encerrar o maior jejum de títulos de sua história em Copas.