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Lobby da indústria

Montadoras pressionam Congresso dos EUA por proibição permanente de carros chineses

Associação que representa fabricantes como GM, Toyota e Volkswagen quer transformar restrições em lei antes do fim dos trabalhos legislativos de 2026
Agora RN
03/11/2026 | 17:01

Uma associação que representa grandes montadoras instaladas nos Estados Unidos intensificou a pressão sobre o Congresso para aprovar uma proibição permanente de veículos conectados chineses. A Alliance for Automotive Innovation pretende concluir a votação ainda em 2026, antes do encerramento dos trabalhos legislativos.

A entidade, que reúne fabricantes como General Motors, Toyota e Volkswagen, defende que as restrições sejam estabelecidas em lei. O objetivo é tornar as barreiras mais duradouras e dificultar sua alteração por futuras administrações.

Trabalhadores com coletes laranja e capacetes operam equipamentos junto a carros brancos dentro da fábrica da BYD.
Trabalhadores atuam na linha de produção da BYD em Camaçari, na Bahia — Foto: Divulgação/BYD

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O pedido foi encaminhado aos parlamentares nesta segunda-feira 2, às vésperas das eleições de meio de mandato. A votação ocorre nesta terça-feira 3 e definirá a composição da próxima legislatura do Congresso norte-americano.

O presidente da associação, John Bozzella, sustenta que a entrada de veículos chineses representa riscos à segurança nacional e ameaça investimentos de fabricantes que mantêm operações nos Estados Unidos. Uma das preocupações é o possível uso dos sistemas dos automóveis para coletar dados de motoristas.

“Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo alcance nas comunidades americanas”, afirmou.

Os Estados Unidos já possuem restrições a veículos conectados e a determinadas tecnologias vinculadas à China e à Rússia. A regulamentação foi anunciada em janeiro de 2025, durante o governo de Joe Biden, com aplicação em etapas.

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As proibições relativas a programas de computador e à venda de veículos conectados por fabricantes chinesas e russas alcançam os modelos de 2027 em diante. Para determinados componentes físicos de conectividade, a aplicação está prevista para os modelos de 2030.

O projeto defendido pelas montadoras busca consolidar e ampliar essas barreiras por meio de legislação aprovada pelo Congresso. A iniciativa recebeu aval de uma comissão do Senado em julho, mas ainda precisa concluir a tramitação para se tornar lei.

A pressão da indústria ocorre em meio a sinais divergentes da Casa Branca. Em setembro, o presidente Donald Trump afirmou que aceitaria a instalação de fábricas de automóveis chineses nos Estados Unidos, possibilidade que contrasta com a restrição pretendida pela associação.

Para justificar a urgência da votação, Bozzella também citou o avanço dos veículos produzidos na China no mercado europeu. Segundo os números apresentados pelo dirigente, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão dessas unidades entre janeiro e agosto de 2026, superando o total registrado em 2025.

O governo chinês rejeita as acusações de concorrência desleal e contesta as barreiras impostas às suas empresas. Pequim defende que os Estados Unidos respeitem os princípios da economia de mercado e da concorrência.

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