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Pousou na sopa
Uma mosca entre o melão potiguar e o bilionário mercado da China
Conhecida pelo nome científico de Ceratitis capitata, a mosca da fruta é a única barreira às pretensões dos produtores do RN de conquistar um dos maiores mercados consumidores do planeta
Marcelo Hollanda
13/02/2019 | 11:05

A mosca do mediterrâneo, também conhecida como mosca das frutas (Ceratitis capitata), responsável por US$ 1 bilhão em prejuízos anuais aos fruticultores no mundo, é o que separa o melão potiguar do gigantesco mercado chinês.

Depois de contornar a exigência daquele país de abrir o mercado em troca da entrada da maçã chinesa no Brasil, oferendo a pera no lugar dela para não prejudicar os produtores nacionais, a mosca da fruta é o entrave do momento.

“Estamos conduzindo experimentos e concluindo uma nova bateria de relatóri0s para provar de uma vez por todas que a mosca da fruta não pode ser hospedeiro do melão simplesmente porque não é capaz de perfurar sua casca”, lembrou nesta quarta-feira, 13, o diretor presidente da Agrícola Famosa, Luiz Roberto Barcelos, maior exportador da fruta no Brasil.

Nesta sexta-feira, 15, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina da Costa Dias, desembarca em Mossoró, onde almoça com lideranças da fruticultura. A ideia é que o Ministério da Agricultura reforce politicamente as negociações com os chineses. O almoço é oferecido pelo Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte, do qual Barcelos é presidente.

Segundo o agro empresário, um dos experimentos que está sendo conduzido consiste é manter exemplares de melão fechados junto com uma colônia de moscas das frutas para mostrar que não é possível elas se instalarem no interior da fruta.

Atualmente, sabe-se que elas atacam mais de 400 espécies frutíferas, como laranja, limão-cravo, mexerica, tangerina, maçã, pera, ameixa, nectarina, pêssego, manga, caju, seriguela, cajá-manga, goiaba, pitanga, jabuticaba, jambo, mamão, acerola, cereja, maracujá, entre muitas outras. Não há um único registro de ataque a melões.

Agora, segundo Barcelos, os chinesas querem que o melão entre no país após 15 dias de congelamento a 1,5 graus positivos por 15 dias, o que estragaria a fruta.

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