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Indústria
Presidente da Fiern acha ajuste fiscal do governo tardio mas necessário
Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do RN, lamenta o governo não ter priorizado o projeto Mais RN para desenvolvimento do Estado

29/01/2018 | 15:31

O pacote fiscal que o Governo Robinson Faria (PSD) enviou à Assembleia Legislativa do Estado para ajustes nas contas públicas já constava do Programa Mais RN lançado em 2014, ressalvou presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales.

“A proposta que o governo fez das mudanças, lá em 2014, a Fiern lançou o Mais RN e já recomendava o governo Rosalba (Ciarline, 2010-2014) e no início do governo Robinson (Faria) nós recomendamos”, assinala o presidente da Federação.

O Mais Rn é um plano de desenvolvimento econômico e promoção de investimentos para o estado para implementação entre 2016 e 2035. “O escopo do projeto para o desenvolvimento tem algumas medidas que o governo já deveria ter tomado”, ressalta Amaro Sales. “Antes tarde do que nunca”, diz, sobre o pacote de medidas enviado à Assembleia.

Na realidade, explica, algumas medidas como a venda de patrimônio não avançaram na Assembleia, situa o presidente da Fiern por causa das questões de discussões nas comissões da Casa. Por outro lado, ele também acha que as medidas não podem ser discutidas em curto prazo e já ter resultados.

Amaro Sales acredita que as discussões e votações durem pelo menoss três meses para as votações para que se possam efetivar demissões como proposto pelo governo no caso dos cargos comissionados. Em menos de um mês fazer avaliações sobre o andamento do pacote fiscal do governo é prematuro, avalia.

Na época em que a Consultoria MacroPlan elaborou o projeto Mais RN, lembra Amaro Sales, ele foi disponilizado no Portal da Fiern com todas as medidas sugeridas para que o governo viesse a tomar. “Se essa valorização fosse dada, isso teria sido solucionado com mais antecedência. Talvez não tivesse conseguido chegar nem nesse estágio que chegou em atraso salarial, em utilização dos recursos do Fundo da Previdência (Funfir)”.

Na questão da Previdência, por exemplo, Amaro Sales explica que hoje o déficit é de mais de R$ 120 milhões por mês e que contabilizado em doze anos, dá mais de R$ 1,3 bilhão, e que o tema faz parte do Mais RN que já alertava para medidas de ajustes. Segundo ele, se as medidas tivessem sido tomadas desde o governo Rosalba Ciarline, a situação seria outra.

A Federação das Indústrias lançou junto com o Mais RN o Pacto pelo Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, que na avaliação do presidente da Fiern, não pertencem à entidade. “A Fiern fez um estudo onde mapeou as oportunidades, fez um diagnóstido dos seus problemas,diz no seu campo das orientações, o que é deve ser direcionado, agora, a Fiern não tem ingerência sobre isso”.

Para Amaro Sales, o governo poderia agora fazer implementar as propostas de ajustes sem precisar fazer uso de um remédio mais amargo como disse o diretor da Macroplan Consultoria, Cláudio Porto, em entrevista ao Jornal AgoraRN, na edição desta segunda-feira, 29. “Se o governo tivesse dado prioridade ao Mais RN a gente hoje teria números melhores. Eu não vejo outra alternativa se o governo não tomar essas medidas”.

EMPRESÁRIOS

O movimento de empresários do Rio Grande do Norte para entrar na política, como Marcelo Alecrim, Marcelo Queiroz (presidente da Fecomércio), Tião Couto, Jorge do Rosário e Flávio Rocha é bem visto pelo presidente da Fiern. “Eu acho que os empresários que colocam tudo a culpa no governo ele tem que entrar na política para participar (das decisões)”.

Cita o nome de Flávio Rocha, do grupo Guararapes, como algo positivo. ‘É um empresário bem-sucedido, posicionado no ranking empresarial nacional”, destaca.

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