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Efeito
Paralisação dos caminhoneiros compromete abastecimento na Ceasa
De acordo com a direção da Central, o dia começou com uma redução de 70% no recebimento de produtos; batata inglesa é mais afetada com a paralisação

24/05/2018 | 14:40

A paralisação dos caminhoneiros iniciada na última segunda-feira, 21, com piquetes e barreiras em diversos pontos do país, já afeta o estoque da Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa). A redução da carga agrícola pode chegar até 70%. Alguns produtos podem sumir nesta sexta-feira, 25, como é o caso da batata inglesa, em persistindo o movimento grevista.

Com a redução da oferta, o preço dos hortifrutigranjeiros disparou. “Semana passada comprei a batata inglesa por R$ 130. Hoje, o valor foi para R$ 350. Foram 200 quilos. A tendência é de que o preço continue a subir, mas espero que esta paralisação se encerre logo”, reclama Nildenis Ribeiro, subgerente de uma unidade de vendas da Ceasa.

De acordo com a direção da Central Agrícola, o dia começou com uma redução de 70% do abastecimento. Contudo, não foi registrada falta de produtos. A unidade tem 480 unidades comerciais. Em dias normais, chega a receber até 240 caminhões, mas hoje só recebeu pouco mais de 70.

Para reduzir prejuízos, bem como evitar a gastos com desperdício, a Ceasa decidiu ampliar o período de recebimento de caminhões. “Estamos alargando o horário para facilitar o escoamento”, diz Silvana Lima, gerente comercial da Ceasa.

Normalmente, a central estipula a entrada de caminhões entre 0h e 6h, mas desde esta quinta-feira a abertura é irrestrita. “Liberamos as cargas para reduzir prejuízos. O material é perecível e necessita de maior atenção”, complementa Silvana. Também foi disponibilizado um encarregado exclusivo para atender cargas oriundas de outros estados.

A gerente comercial teme pelo desabastecimento a partir desta sexta-feira, 25. Isso porque 70% dos produtos são oriundos de outros estados.

Segundo ela, os produtos mais afetados foram a batata inglesa, maça, goiaba, melão japonês e cebola.

O comerciante Absolom Frazão, que atua na Ceasa há 38 anos, diz que o fluxo de mercadorias vem caindo desde a última terça-feira, 22. Segundo ele, esta é a pior crise no abastecimento já enfrentada pela Ceasa. “A previsão é de que não receberemos novas cargas. Estou bem apreensivo. Compramos de fornecedores de Pernambuco, Paraíba e São Paulo. A batata inglesa é o que corre mais risco de falta”, lamentou

Ceasa

O diretor técnico da Ceasa, Hagaci Virgínio, pontua que aproximadamente cerca de 40 caminhões deixaram de chegar a Central de Abastecimentos nesta quinta-feira, 24, causando desabastecimento de alimentos como batatinha inglesa, cenoura, tomate, chucu, repolho, entre outros.

Dessa forma, a partir de amanhã os reflexos da paralisação que gera o desabastecimentos de alimentos, pode causar impactos nos supermercados do Estado com a falta de produtos essenciais na mesa do consumidor, gerando alta de preços.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) diz se preocupar com o desabastecimento e o impacto no PIB (Produto Interno Bruto), segundo Renato Conchon, coordenador do núcleo econômico da entidade.

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