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Economia
“País vai crescer 3% e gerar 2,5 milhões de empregos”, afirma Meirelles
Ministro aponta que o crescimento é reflexo da aprovação da reforma trabalhista, o controle da inflação e a queda nas taxas de juros
Redação
06/03/2018 | 09:29

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, projeta uma alta de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a criação de 2,5 milhões de novos empregos em 2018. A previsão foi dada em Natal, na última segunda-feira, 05, durante o Seminário Motores do Desenvolvimento.

Ele participou da palestra “Caminhos para um Novo Brasil” junto com o empresário e diretor do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), Flávio Rocha.

O ministro Henrique Meirelles falou sobre “Crise e recuperação, construindo um novo Brasil”. “O Brasil está crescendo. Saímos da maior recessão da nossa história. Tivemos uma queda da produção nacional, um aumento muito grande no desemprego. Agora, com a diminuição dos gastos públicos, o país já voltou a crescer. Saímos de uma PIB negativo em 3,5% em 2016 para fechar 2017 com crescimento de 1%. Isso já é muito significativo. Além disso, projetamos alta de 3% para este, com a criação de 2,5 milhões de novos empregos”, afirmou o ministro.

Entre os fatores que possibilitaram a volta do crescimento, Meirelles citou também a aprovação da reforma trabalhista, o controle da inflação e a queda nas taxas de juros.

O empresário e presidente do IDV, Flávio Rocha, que falou sobre “Cenários possíveis na política e nos negócios” citou que o Brasil está na 153ª posição no índice de liberdade econômica, e atribuiu este fato ao tamanho do Estado e ao volume dos seus gastos. Como consequência, o país perdeu a condição de competir, e se tornou um ambiente hostil ao desenvolvimento. Para ele, é preciso construir um país de economia livre.

“Por isso o movimento Brasil 200 existe. Para colocar em pauta essas ideias e alertar à imensa maioria da população que o conflito hoje não é pobre contra rico, capital contra trabalho. O conflito é entre quem puxa a carruagem, ou seja, quem produz, contra aqueles que estão aboletados em cima da carruagem estatal, dessa imensa farra de gastos públicos. Então se nós somos 98%, por que é que nós vamos nos subjugar a essa pequena maioria que há muito tempo não está mais preocupada em servir à população? Eles estão servindo aos seus privilégios”, declarou.

Na abertura do Motores, o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, destacou a importância de debater temas que irão definir o futuro do Brasil, e de que forma a sociedade pode atuar para reverter a situação em que o país se encontra hoje. “O Estado brasileiro, em todos os seus níveis, enfrenta gravíssimos problemas financeiros. Um desequilíbrio profundo, fruto de um sistema perdulário, inchado, ineficiente e ineficaz, com o qual a sociedade brasileira já não suporta mais arcar. Todos nós queremos um novo Brasil. Um Brasil que seja capaz de nos garantir o retorno digno do que lhe entregamos com o suor dos nossos rostos”, afirmou.

 “Não estamos aqui para apontar culpados e nem para personalizar nenhum debate. Nem muito menos para olhar para trás. Queremos olhar para frente. Mas, da mesma forma que abrimos mão de apontar erros já cometidos, precisamos cobrar que nada possa ser considerado imutável, intocável, indiscutível. Precisamos devolver o Brasil aos brasileiros”, finalizou Marcelo Queiroz.

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