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Juros fecham em alta firme com aumento da aversão ao risco doméstico
Movimento foi generalizado em meio aos receios de agravamento da crise fiscal após a concessão de subsídios para reduzir o preço do diesel
Agência Estado
05/06/2018 | 17:21

Os juros futuros ampliaram a alta e renovaram máximas pouco antes do fechamento da sessão regular desta terça-feira, 5, alinhados à deterioração do câmbio e das ações no Brasil. O movimento foi generalizado entre as pontas curta e longa e refletiu o aumento da aversão ao risco doméstico, em meio aos receios de agravamento da crise fiscal após a concessão de subsídios para reduzir o preço do diesel, possibilidade de mudança na política de reajuste de preços da gasolina, fortalecimento de candidatos com perfil heterodoxo nas pesquisas de intenção de voto para presidente e temor de maior ingerência política nas estatais. Além disso, outro fator determinante é a escalada do dólar para a casa dos R$ 3,80.

Tais receios já pautavam os negócios pela manhã, mas se agravaram na segunda etapa, na medida em que os leilões extraordinários de contratos de swap cambial realizados pelo Banco Central no começo da tarde não foram capazes de aplacar a trajetória ascendente da moeda americana.

“O dólar ignorou a intervenção e o mercado foi para cima. O DI reagiu, com a leitura de que o nível do dólar pode ser uma preocupação para o BC na inflação”, disse um gestor.

Em parte, isso explicaria o aumento da precificação de alta da Selic na curva a termo, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nos dias 19 e 20. No período da tarde desta terça, a precificação era de alta de 14 pontos-base, ou 56% de probabilidade de aumento de 0,25 ponto porcentual, ante 40% de chances na segunda-feira.

No fim da sessão, as taxas mais longas subiam mais de 40 pontos-base, como foi o caso do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025, que subiu de 11,35% para 11,80% (máxima). A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou na máxima de 10,95% (10,57% no ajuste anterior) e a do DI para janeiro de 2021 encerrou na máxima de 9,05%, de 8,76% no ajuste anterior.

Nos curtos, o DI para janeiro de 2019 avançou de 6,712% para 6,900% e a do DI para janeiro de 2020, de 7,62% para 7,89%.

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