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Juros fecham em alta com incerteza sobre consequências da greve dos caminhoneiros
Trajetória foi mais intensa nos contratos de longo prazo, trecho mais sensível a questões fiscais e eleitorais e onde costumam atuar com mais força os investidores estrangeiros
Agência Estado
24/05/2018 | 17:31

A piora da percepção do risco doméstico, em meio ao impacto da paralisação dos caminhoneiros para a atividade econômica e as consequências das negociações com o governo para as contas públicas, levou os contratos de juros futuros a fechar a sessão regular com taxas em alta. A trajetória foi mais intensa nos contratos de longo prazo, trecho mais sensível a questões fiscais e eleitorais e onde costumam atuar com mais força os investidores estrangeiros. Diante do quadro tenso, o Tesouro reduziu significativamente a oferta de papéis prefixados, evitando adicionar pressão ao mercado.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,660%, de 6,596% ontem no ajuste, e o DI para janeiro de 2020 subiu de 7,44% para 7,54%. O DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 8,69%, de 8,58% ontem no ajuste, e o DI para janeiro de 2023 terminou em 10,13%, de 9,99% O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa de 10,69%, ante 10,53%.

Estradas bloqueadas, postos sem combustíveis, indústrias paradas por falta de insumos, circulação comprometida de transporte público nas cidades são algumas das consequências vistas da paralisação da categoria, que dura quatro dias, até agora. As incertezas sobre o que mais pode vir é que levam os investidores a adicionar prêmio de risco nos contratos.

O governo já cedeu, com a Petrobras anunciando queda de 10% nos preços do diesel por 15 dias, zerando a cobrança da Cide sobre o diesel e propondo a redução de PIS/Cofins sobre o óleo, medida incluída no projeto que reduz neste ano a desoneração da folha de pagamento para 28 setores da economia, aprovado na quarta-feira na Câmara dos Deputados. Mas os caminhoneiros mantêm o movimento.

O governo estima, com a zeragem do PIS/Cofins, perda entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, considerando a reoneração. Já o Itaú diz que a zeragem teria impacto negativo na arrecadação de R$ 20 bilhões em termos anualizados, caso passe também no Senado. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocou uma reunião de líderes para as 19h de hoje e tem intenção de se reunir com representantes das entidades dos caminhoneiros. Na reunião, os senadores devem avaliar se haverá quórum suficiente para votar a medida da reoneração.

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