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Palestra
Flávio Rocha: “Agentes da Justiça são ideologicamente contra as reformas”
Empresário cumpre um frenético roteiro de viagens pelo país divulgando o ideário liberal do seu Brasil 200, alusão antecipara aos dois séculos de independência da Coroa portuguesa
Redação
05/03/2018 | 20:18

Num evento que lotou o auditório do Holliday Inn, hotel construído para a Copa do Mundo de 2014 em Natal, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi o prato principal de uma entrada comandada pelo empresário Flávio Rocha, CEO do Grupo Riachuelo e presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV).

Rocha cumpre um frenético roteiro de viagens pelo país divulgando o ideário liberal do seu Brasil 200, alusão antecipara aos dois séculos de independência da Coroa portuguesa, a ser comemorada quando o próximo presidente da República eleito este ano deixar o cargo, em 2022.

O empresário, que na tarde desta segunda-feira, 5, já era aguardado para repetir a palestra em Mossoró, também resolveu declarar independência do Ministério Público do Trabalho depois de receber uma multa de R$ 38 milhões — o equivalente a dois nos de lucro de operação do seu grupo em Natal—por uma tese exótica dos procuradores de “subordinação estrutural”.

O movimento Brasil 200, que Flávio custeia do próprio bolso, tem lhe valido milhares de adesões de outros empresários enfastiados com as excessivas e inexplicáveis interferências da Justiça, que distribui multas e lavras autuações, em grande parte, sem o menor sentido.

Aplaudido várias vezes ao mencionar situações esdruxulas motivadas por ações de procuradores do MPT, Flávio Rocha deixou claro que a briga, agora, é pra valer.

“É assim que sentem hoje no Brasil os empreendedores de milhares de negócios que movem o desenvolvimento do país!” – bradou ao mencionar situações.

Alguns desses exemplos acabaram colando na narrativa do empresário segundo a qual o que atrasa do País é a ideia de que é o Estado que protegem todas as relações sociais, quando seriam mais úteis se concentrarem na Saúde, Educação e Segurança Pública.

Ironizou situações em que uma rede de fast food é obrigada a ter um funcionário executando exclusivamente uma função, pois abandonar sua estação para ajudar a resolver outro problema valeria uma pesada multa da fiscalização.

Ou quando outra empresa é flagrada por “trabalho escravo” quando esses fiscais não se encontram papel higiênico em um de seus banheiros ou ministros da Suprema Corte (STF) são obrigados a determinar se o usuário de um cinema pode ou não entrar com pipoca comprada dentro ou fora do estabelecimento.

Flávio Rocha usou sua longa exposição para quase mil pessoas que lotaram o auditório do Holiday Inn para mostrar a “pirotecnia” e a intimidação usados pelos fiscais para multar sua empresa com base numa tese universitária que – uma vez estendida para empresas de outros ramos – provocaria uma quebradeira sem precedentes pelo país.

Ele se referia ao conceito de “subordinação estrutural”, que obrigaria todas as empresas terem o controle da carteira de trabalhado de todos os fornecedores de sua cadeia produtiva. “Imagine uma situação dessas para a indústria automobilística ou para a construção civil”, ironizou.

Tudo isso, segundo ele, só corrobora o fato do Brasil ser hoje a 153a Nação no ranking da competitividade global, rivalizando com potentos da economia como Venezuela, Cuba e Coreia do Norte.

Para Flávio Rocha, o momento pré-eleitoral é repleto de simbolismos do processo de transição de um “eleitor súdito”, submisso aos interesses do Estado para um eleitor que se relaciona com este Estado de “igual para igual”.

Um dos trechos da palestra do Rocha mencionou a perde de negócios pelo RN para outros Estados. Ateve-se especialmente ao caso de resortes e projetos hoteleiros, que em outros estados nordestinos já são mais de oito e aqui não decolaram.

“A impressão é que agentes da Justiça são ideologicamente contra as reformas, pois esta elite está interessada em deixar as coisas exatamente como estão”, afirmou.

Antes da palestra de Flávio Rocha, o anfitrião do evento, Marcelo Queiroz, presidente da Federação do Comércio, Bens e Turismo, foi duro com o gigantismo do Estado que, segundo ele, é “perdulário, inchado, ineficiente e ineficaz”.

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