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Retomada
“Estamos com o dedo no gatilho para emprestar”, diz presidente do Bradesco
Assim como há capacidade ociosa na indústria doméstica, como no caso da automobilística, Luiz Carlos Trabuco também disse existir uma capacidade ociosa no setor financeiro
Agência Estado
22/01/2018 | 12:28

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que os bancos estão preparados, com dinheiro no caixa e situação confortável para ampliar o volume de crédito no Brasil. “Como a recessão acabou, estamos com o dedo no gatilho para emprestar”, falou ao jornal direto de Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial.

A perspectiva do Bradesco para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 é de 2,8%. “Com uma taxa ao redor de 3%, é fácil prever que o crédito possa crescer 5%, o que torna 2018 um ano excepcionalmente bom”, previu.

Assim como há capacidade ociosa na indústria doméstica, como no caso da automobilística, Trabuco também disse existir uma capacidade ociosa no setor financeiro. “Colocaria a liquidez do sistema bancário também como uma capacidade ociosa de dinheiro que existe para financiar a produção.”

O momento, para o executivo, é de retomada da economia, depois de três anos de regressão do volume de crédito. “Não só não andou (o volume ce crédito) como tivemos a desalavancagem por vários motivos: falências, quebras, reestruturação, recessão …. e a fatia do crédito saiu de quase 55% do PIB para 46% PIB. Sua retomada depende quase que basicamente do PIB agora”, disse.

O presidente do Bradesco também comentou que o setor privado está “com muito desejo” de participar do novo nicho de mercado que se abre com a reestruturação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“O BNDES tem cumprido e vai continuar cumprindo um papel importante na economia brasileira. É só olhar a importância dos bancos de fomento, como o Banco Mundial, o Banco Japonês, o Chinês e até o banco dos BRICS”, comparou.

Para ele, a mudança na formação das taxas da instituição para financiamentos de mais longo prazo torna a relação do BNDES com o Tesouro mais sustentável no longo prazo.

A Taxa de Longo Prazo (TLP), que entrou em vigor este ano ainda de forma tímida, será balizada por parâmetros de mercado (basicamente o comportamento de títulos públicos indexados à inflação) no lugar da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que tinha seus porcentuais definidos pela equipe econômica a cada três meses.

“Isso tem benefícios em si porque melhora a relação fiscal, a queda de risco do País e a taxa de juros no longo prazo. Uma coisa importante das regras da TLP é que ela diminui a dualidade do mercado de crédito no Brasil. Os bancos privados e púbicos tenderão a se beneficiar de uma situação fiscal melhor, então esta é uma oportunidade grande para o sistema financeiro, principalmente no desenvolvimento do setor de infraestrutura, que é o grande desafio que temos nos próximos anos”, analisou Trabuco.

“É uma política monetária mais eficiente, com subsídios menores, o crédito fica com uma simetria maior e os privados têm condições de participar disso com muito desejo”, acrescentou.

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