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Negócios
Dois lançamentos reanimam o mercado imobiliário para 2018
Depois de anos de resultados negativos, 2018 promete recuperar os negócios para o mercado imobiliário, abrindo as últimas chance da janela de oportunidades
Marcelo Hollanda
09/03/2018 | 08:13

Não há males que durem para sempre, diz o velho ditado. Com um estoque por volta de 500 imóveis parados na prateleira, o mercado imobiliário de Natal e Região Metropolitana acredita numa reação já a partir do primeiro semestre com lançamentos de alguns empreendimentos e, principalmente, na volta dos bancos privados aos financiamentos de imóveis, coisa que já não acontece há muito tempo.

Entre os lançamentos aguardados estão a terceira fase do Green Life Mor Gouveia, com 80 unidades de três  dormitórios e 70 metros quadrados de área e o Francisco Cabral, no Tirol, com 57 unidades com três quartos e 88 metros quadrados, ambos da Constel, uma das últimas construtoras a captar grandes financiamentos junto a Caixa antes de o banco reduzir drasticamente suas operações no setor.

“Mesmo assim, depois da Caixa financiar R$ 20 milhões da primeira fase do projeto da Mor Gouveia, tivemos que tocar a segunda fase com outros R$ 12 milhões financiados pelo Banco do Brasil”, explica o diretor da Constel, Francisco Ramos.

Diretor também da área de Mercado Imobiliário do Sinduscon local, ele credita que juros menores e certa flexibilização por parte dos bancos reanimem o mercado que não faz grandes lançamentos há, pelo menos, três anos.

Depois de dois anos de resultados negativos, em 2017, os depósitos na caderneta de poupança superaram as retiradas em R$17,12 bilhões, reabrindo gradativamente o crédito destinado ao mercado imobiliário.

Os empresários do setor, por isso mesmo, acreditam agora que algo ao redor de 65% dos recursos captados pelos bancos em caderneta de poupança sejam canalizados agora para o financiamento de imóveis.

Francisco Ramos acha que o vácuo deixado pela Caixa é atrativo para os bancos privados numa ambiente de plena recuperação da economia. “É uma questão lógica, a vida continua”, resume o construtor.

Além disso, a Caixa acaba de reabrir a linha de crédito Pró-cotista (que usa recursos do FGTS), uma das mais baratas do país, perdendo apenas para o crédito do Minha Casa Minha Vida, com juros que variam entre 7,85% a 8,85%. O banco também flexibilizou o crédito para imóveis usados, aumentando o percentual de financiamento de 50% para 70%.

Em 2017, foram disponibilizados R$7,74 bilhões, que atenderam a demanda de financiamentos apenas nos primeiros seis meses do ano. Para o ano de 2018, o valor da linha caiu para R$5 bilhões e deve se esgotar por volta de julho próximo.

Contudo, os analistas acreditam que a redução de recursos do FGTS, devido aos saques autorizados do FGTS no ano passado, levará a Caixa a privilegiar os financiamentos voltados a famílias de baixa renda. Resultado: mais espaço para os bancos privados atuarem com boas perspectivas de lucro.

Para Francisco Remos, a equação para o consumidor é simples: com a retomada dos indicadores da economia pode estar se fechando a janela de oportunidade para grandes negócios de compra de imóveis novos. “E oportunidades assim acabam rapidinho”, conclui.

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