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CNI critica tabela de frete e diz que preço do arroz vai subir até 50%
CNI, representando associações e federações estaduais de indústria, declarou que avalia possíveis medidas contra normas que estabeleceram valor mínimo de transporte de carga
Agência Estado
06/06/2018 | 17:49

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é contra o estabelecimento de uma tabela com preços mínimos para o transporte de cargas. Segundo a instituição, o transporte de arroz pelas rodovias do País, por exemplo, terá aumento de 35% a 50%. Na avaliação da principal instituição do setor industrial, a regra “provoca prejuízos extremamente danosos para uma economia já fragilizada” e para a população. A CNI, representando as associações e federações estaduais de indústria, declarou que avalia possíveis medidas judiciais e administrativas contra as normas que estabeleceram valor mínimo de transporte de carga para o Brasil.

“A medida estabelecida pelo governo e regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já impacta todos os setores da indústria e terá efeitos imediatos no bolso dos consumidores, uma vez que o preço dos fretes aumentou substancialmente”, afirma a CNI, por meio de nota.

Na indústria de aves e suínos, o impacto do tabelamento sobre o custo do transporte foi calculado em 63%. O frete de rações para alimentar os animais tende a aumentar 83%. No setor de papel e celulose, a alta do preço para transportar os produtos será de 30%. O aumento do frete nestes e nos demais setores certamente deixará as mercadorias mais caras, penalizando ainda mais a população.

Em reunião realizada nesta quarta-feira, na sede da CNI, em Brasília, representantes das associações industriais e federações estaduais da indústria fizeram uma avaliação dos impactos da greve dos caminhoneiros e das medidas anunciadas pelo governo para estancar a crise. “É consenso no setor que a tabela de preços mínimos é insustentável”, informa a instituição.

Na avaliação da CNI, a indústria brasileira sofreu prejuízos bilionários com a greve dos caminhoneiros e foi impactada com a redução da alíquota do programa Reintegra, que restitui impostos indiretos cobrados na cadeia produtiva das exportações, e com a reoneração da folha de pagamento, que aumentou a carga tributária para 28 setores da economia. Ambas as medidas foram tomadas pelo governo para compensar a redução do preço do diesel.

“De imediato, desde que a tabela mínima entrou em vigor, diversas indústrias reduziram as remessas de cargas e outras estão avaliando verticalizar a operação, o que significa a montagem de frotas próprias de caminhões, em razão dos altos preços do frete.

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