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Pesquisa
Brasileiros ainda não estão animados para consumir durante Copa do Mundo
Para a Fecomércio RN, resultado se deve à situação complicada da economia, mas entidade espera que quadro melhore ao longo do torneio
Redação
11/06/2018 | 13:42

Faltando três dias para a bola rolar na Copa do Mundo da Rússia, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta segunda-feira, 11, o resultado da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias de produtos relacionados ao Mundial de Futebol 2018, que mostrou que apenas 24% das famílias brasileiras irão às compras durante a Copa. O número representa menos da metade do que foi registrado em pesquisa semelhante realizada na Copa do Mundo do Brasil, em 2014 (50,1%).

“Infelizmente, o levantamento mostra que a população não se empolgou ainda com a Copa do Mundo de Futebol e isso se deve, a nosso ver, muito ao cenário ainda complicado da nossa economia. Não podemos esquecer que temos mais de 13% da nossa população desempregada, sendo que no RN são quase 15%. Temos, também, índices ainda altos de inadimplência e endividamento. Mas nós temos a expectativa de que, a medida em que os jogos forem acontecendo e, de acordo com o desempenho da nossa seleção, possamos registrar um aquecimento maior nestas vendas, o que será muito positivo para o comércio”, afirma o presidente em exercício da Fecomércio RN, Gilberto Costa.

A intenção de gasto apontada pela maioria dos entrevistados (51,6%) foi de, pelo menos, R$ 200, sendo que, 39,2% declararam intenções de consumir mais de R$ 300. Os produtos mais procurados pelos consumidores serão alimentos e bebidas (9,9%); itens de vestuário masculino, feminino e infantil (7,5%) e aparelhos televisores (4,3%). Em todos esses casos as intenções atuais de gastos se mostraram menores do que aquelas relatadas antes da Copa passada (21,5%, 14,3% e 13,3%, respectivamente).

A pesquisa da CNC também apurou em qual local será o consumo do principal item de consumo, alimentos e bebidas. Mais de 50% irão consumir os produtos em casa, contra 18,8% das intenções voltadas para o consumir em bares e restaurantes. Para 28%, não haverá diferença significativa quanto ao local de consumo de alimentos e bebidas.

O levantamento da entidade foi realizado em todas as capitais do país e suas respectivas regiões metropolitanas, entrevistando cerca de 18 mil consumidores. Entre as capitais, os consumidores de Porto Alegre (72,7%), Macapá (72,5%) e Palmas (70,5%) apresentaram as maiores propensões a consumir alimentos e bebidas no domicílio, enquanto os de Belém (31,3%), Curitiba (24,9%) e Salvador (24,6%) tendem a se destacar no consumo fora do domicílio.

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