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Consequência
Ações da BRF despencam após PF deflagrar fase da Operação Carne Fraca
Cotação das ações chegou a cair quase 12% no início do pregão desta segunda-feira, 5; empresa é investigada por fraudes laboratoriais perante o Ministério da Agricultura
Estadão
05/03/2018 | 11:32

A empresa BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, volta ao centro das atenções com a Polícia Federal (PF) deflagrando a terceira fase da Operação Carne Fraca, batizada de Trapaça, tendo a empresa como um de seus alvos. Por volta das 10h30, BRF ON recuava 11,77%, a R$ 27,20, enquanto o Ibovespa subia 0,44%, a 85.382 pontos. No setor, Marfrig ON cedia 1,42% e JBS ON perdia 3,10%.

A nova operação mira fraudes laboratoriais perante o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre os executivos presos temporariamente nessa nova fase das investigações estão o ex-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria, que ficou à frente do conglomerado de 2015 a dezembro do ano passado, e o ex-diretor-vice-presidente da BRF, Hélio Rubens Mendes dos Santos.

Em nota, a PF informou que agentes cumprem 91 ordens judiciais nos Estados do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Goiás e de São Paulo: 11 mandados de prisão temporária, 27 mandados de condução coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão. Cerca de 270 policiais federais e 21 auditores fiscais federais agropecuários participam das ação coordenada entre a Polícia Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Operação Trapaça. A operação batizada de Trapaça aponta que cinco laboratórios credenciados junto a Agricultura e setores de análises do grupo BRF fraudavam resultados de exames em amostras de seu processo industrial, informando ao Serviço de Inspeção Federal dados fictícios em laudos e planilhas técnicos.

As fraudes tinham como finalidade burlar o Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA), do Ministério, e, com isso, não permitir que a Pasta fiscalizasse com eficácia a qualidade do processo industrial da empresa.

As investigações indicam que a prática das fraudes contava com a anuência de executivos do grupo empresarial, bem como de seu corpo técnico, além de profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da própria empresa.

Também foram constatadas manobras extrajudiciais, operadas pelos executivos do grupo para acobertar a prática desses ilícitos ao longo das investigações.

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