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Crise
88% dos pequenos negócios no RN têm queda de faturamento, diz Sebrae
De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, caso as restrições ao comércio e serviços perdurem, 29% das empresas dizem que não terão condições de manter o funcionamento e precisarão fechar o negócio permanentemente em um mês
Redação
03/04/2020 | 05:00

Os decretos e as medidas de restrição à circulação de pessoas isolamento social, em decorrência da Covid-19, já apresentam um impacto negativo no equilíbrio financeiro e ameaçam a sobrevivência dos pequenos negócios instalados no Rio Grande do Norte.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae e divulgada nesta quinta-feira (2), 88% dos empreendimentos de pequeno porte do Estado já verificam uma queda no faturamento em função da crise gerada pela pandemia.

E o mais grave, 29% dos donos de empresas dizem que não terão condições de manter o funcionamento e precisarão fechar o negócio permanentemente em um mês caso as restrições adotadas até agora permanecer por mais tempo. Os pequenos negócios representam mais de 95% de todos os empreendimentos do RN, somando pelo menos 181 mil negócios.

O levantamento foi feito entre os dias 19 e 23 de março e ouviu 9.105 proprietários de micro e pequenas empresas de todo o país, incluindo os do Rio Grande do Norte. A pesquisa mostrou que mesmo adotando técnicas de vendas online e de serviço de entrega ainda assim as vendas dos empreendedores potiguares caíram 64,2% na última semana em comparação a uma semana normal.

Somente 8% dos empreendedores não foram afetados [ou continuaram com mesmo faturamento ou tiveram aumento] até o momento pelo cenário adverso proporcionado pelo coronavírus. Para a maioria a realidade tem sido bem mais cruel. 62% dos empreendedores disseram que o faturamento caiu para mais da metade até o momento.

De acordo com a pesquisa as despesas com funcionários representam o item o que mais pesa no orçamento do negócio para 47% dos empreendedores potiguares, seguido de empréstimos e dívidas, que complicam a vida de 43% dos empresários do RN. Por conta do avanço da doença no país, os custos com pessoal aumentaram para 21% dos empreendedores do Estado.

Para a maior parte (61%), no entanto, as despesas com funcionários permaneceram inalteradas. Porém, com a expressiva queda nas vendas, 58,1% dos empreendedores do RN já preveem que precisarão solicitar empréstimos para manter o negócio em funcionamento sem gerar demissões.

O levantamento também calculou a média de pessoas que dependem de cada empresa e no Rio Grande do Norte o número chega a ser de 8,6 pessoas, sejam como empregados fixos, temporários, formais, informais e até familiares do empreendedor.

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