O projeto Escritores e Escritoras do Cárcere, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), participará da programação da Casa Acaso – O RN na FLIP, espaço voltado à divulgação da literatura potiguar durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), no Rio de Janeiro. A participação ocorrerá no dia 23 de julho, em uma mesa temática sobre o papel da literatura como instrumento de ressocialização, expressão e reconstrução de trajetórias de vida.
Representando o projeto, participarão da mesa o juiz coordenador-geral do Escritores e Escritoras do Cárcere, Fábio Wellington Ataíde Alves, e a coordenadora executiva da iniciativa, Guiomar Veras de Oliveira, que também coordena o projeto Colhendo Palavras, voltado a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

Também integrará o debate o escritor e editor Samuel Lourenço Filho, do Rio de Janeiro, parceiro da iniciativa e egresso do sistema prisional. Autor das obras Além das Grades, Penitência: a prisão e os evangélicos, Gangrena: o sistema prisional em poema e Ressocializado na cidade do caos, Samuel compartilhará sua trajetória e a experiência com a literatura como ferramenta de transformação social. A mediação será da professora e advogada criminalista Marion Bach.
A participação tem como objetivo fortalecer o diálogo entre justiça, educação e cultura, apresentando experiências desenvolvidas no sistema prisional e no sistema socioeducativo por meio de projetos de incentivo à produção literária.
Além da mesa temática, os representantes participarão de atividades de diálogo com o público e da divulgação das obras produzidas por autores vinculados aos projetos Escritores e Escritoras do Cárcere e Colhendo Palavras, que estarão em circulação durante a programação da Casa Acaso – O RN na FLIP, realizada entre os dias 22 e 26 de julho.
Sobre o projeto
Criado pelo TJRN, o Escritores e Escritoras do Cárcere incentiva a produção literária de pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A iniciativa utiliza a escrita como instrumento de expressão, reflexão e fortalecimento dos processos de reinserção social.
O projeto também busca aproximar a sociedade das narrativas produzidas pelos participantes, ampliando a visibilidade da produção literária desenvolvida no âmbito do sistema de justiça potiguar e contribuindo para o debate sobre cidadania, direitos humanos e ressocialização.