Zenaide Maia (PSD) tem evitado fazer declarações polêmicas sobre as eleições do próximo ano. Ela diz estar focada no trabalho que desempenha como senadora. Em conversa com a coluna, a parlamentar fala sobre sua relação com Allyson Bezerra, o apoio recebido de Carlos Eduardo Alves, as diferenças com o PT e o trabalho como vice-líder do governo Lula.
Nós temos buscado unir forças para trazer investimentos, melhorar a saúde, a educação e a infraestrutura do município. Essa parceria é política, administrativa, republicana e tem como prioridade o bem-estar da população. O foco agora é continuar trabalhando e entregando resultados concretos para quem mais precisa.

A parceria administrativa com o prefeito Allyson Bezerra já virou aliança política para 2026?
Olha, a minha relação com o prefeito Allyson Bezerra é de muito respeito e de trabalho em prol do povo de Mossoró e de todo o Rio Grande do Norte.
Como a senhora recebeu a manifestação pública do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves em favor da sua reeleição? Ele pode compor a segunda vaga do Senado na sua chapa?
Fiquei muito honrada com a manifestação do ex-prefeito Carlos Eduardo. É sempre importante quando lideranças que têm história e experiência na vida pública reconhecem o nosso trabalho e se somam na defesa de um projeto voltado para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Tenho um grande respeito por Carlos Eduardo. A discussão de composição de chapa está sempre em pauta, mas o foco continua sendo o trabalho diário no Senado.
Expoentes do PT já admitem afastamento da senhora. É isso mesmo ou ainda há tempo para dialogar?
Eu sempre acreditei no diálogo e continuo acreditando. Tenho respeito pelo Partido dos Trabalhadores. Na política, é natural que existam diferenças, mas o importante é manter o compromisso com o povo do Rio Grande do Norte. Meu foco é seguir trabalhando por quem mais precisa.
A senhora é muito cobrada por setores da centro-direita, e agora da esquerda, por ocupar a vice-liderança do presidente Lula no Senado. Isso lhe incomoda?
De forma alguma me incomoda. Eu exerço a vice-liderança do governo com responsabilidade e equilíbrio. Na política, é natural que existam opiniões diferentes, mas não sinto essa pressão. Tenho muito respeito por todos os setores e mantenho o diálogo aberto com todas as correntes. O meu compromisso é com o país, com o desenvolvimento, com a justiça social e com a democracia — é isso que me guia em todas as decisões.
Bienvenido
José Agripino Maia disse ontem que convidou Styvenson Valentim para o União Brasil há cerca de um ano e meio. Na ocasião, o senador do PSDB ficou de pensar no caso. O líder estadual da UP chegou a discutir o assunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Pero no mucho
Agora, sobre a possibilidade de Styvenson assumir o comando da legenda, Agripino comentou: “É preciso combinar com os russos. Estou na presidência por decisão dos deputados da federação”, disse na resenha do Bom dia CBN Natal.
Cadê o tesourão?
O maçarico estava certo quando conversou com o biguá na hora do pôr do sol. O Conselho da Codern se reuniu ontem para encerrar o mandato de Ana Valda Galvão como Diretora Administrativa e Financeira. Mais dois assessores saíram com ela. Eram da cota de Álvaro Dias.