O senador Rogério Marinho (PL) sugeriu ontem ser a favor da adoção de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) como uma das medidas possíveis para enfrentar a crise fiscal do Rio Grande do Norte. A declaração foi feita durante entrevista à 98 FM nesta sexta-feira, na qual o parlamentar descreveu o cenário financeiro estadual como crítico e indicou que o próximo gestor precisará adotar decisões consideradas impopulares. As “sugestões” foram dadas por Rogério após ele ser questionado sobre o que Walter Alves (MDB) pode fazer em apenas 9 meses como governador, em 2026.
A situação da folha de pagamento é uma das principais preocupações de Rogério. Ele alertou para o crescimento expressivo da despesa com pessoal, o que, na avaliação dele, tende a comprometer ainda mais a capacidade de investimento e até mesmo o custeio básico da máquina pública. Atualmente, o Rio Grande do Norte é o estado do País que mais gasta com folha de pessoal.

Além do PDV, Rogério citou a necessidade de uma ampla revisão de contratos de serviços, com objetivo de reduzir despesas entre 20% e 25%, e não descartou a venda de imóveis pertencentes ao Estado como alternativa para gerar receita em curto prazo. O senador também defendeu diálogo com os demais Poderes para garantir o cumprimento de dispositivos constitucionais, como o repasse de sobras orçamentárias ao Executivo.
No campo político, Rogério reafirmou sua pré-candidatura ao Governo do Estado e voltou a criticar a condução fiscal da atual gestão. Ele ressaltou que o RN tem recorrido a decisões judiciais para viabilizar empréstimos e ampliar endividamento, o que, na sua avaliação, aprofunda a crise estrutural das contas públicas.
SOBRAS
Rogério Marinho tem dito que, se virar governadores, vai buscar os outros Poderes para que eles devolvam as sobras orçamentárias no fim do ano. Fátima Bezerra tentou fazer isso, mas não conseguiu. Primeiro, a norma que ela propôs em uma LDO foi derrubada. Depois, os Poderes fizeram questão de arranjar despesas para que não houvesse sobras.
PRAZOS
O prazo do novo processo de cassação contra Brisa Bracchi (PT) ainda não começou a contar. Os 90 dias só serão contabilizados a partir do momento em que a vereadora for notificada da ação. O que só vai acontecer após a instalação da Comissão Especial Processante – que, por sua vez, só deverá fazer a primeira reunião na sexta-feira 5. É o que diz o relator, Daniell Rendall (Republicanos).
PROBLEMAS DO RN
Apesar de o Governo Fátima exaltar os resultados positivos na segurança pública, “segurança/violência” ainda está entre as principais preocupações do potiguar. Na última pesquisa Exatus, divulgada esta semana pelo AGORA RN, 48,05% dos entrevistados citaram esse como o principal problema do Estado. Ficou só atrás da saúde, citada por 48,25%. Cada entrevistado poderia escolher três problemas. A condição das estradas, tão explorada na última campanha eleitoral, é o maior problema do RN para apenas 14,34% dos eleitores.
INDÚSTRIA
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) inaugurou nesta semana o Observatório da Indústria Mais RN – um novo espaço que vai permitir a melhoria do planejamento estratégico do setor no Estado, além de estabelecer, com mais rapidez, a geração de projeções, cenários e indicadores para o setor. Outro espaço aberto foi a sala da Fiern Jovem, que servirá para encontros e eventos de capacitação para jovens industriais.
TEJE SOLTO
Durou pouco a estadia de Daniel Vorcaro na cadeia. A Justiça Federal autorizou nesta sexta-feira a soltura do dono do Banco Master. A prisão foi substituída por uso de tornozeleira eletrônica, entre outras medidas restritivas. O banqueiro foi preso pela Polícia Federal no último dia 17 no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, de onde viajaria para Dubai para fechar negócios. Ele estava preso até ontem no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos.
BAOBÁ DO POETA
A Defesa Civil de Natal determinou a retirada integral do Baobá do Poeta, localizado na Avenida São José, no bairro Lagoa Seca. A remoção acontecerá após sucessivas avaliações técnicas que apontaram risco em manter a estrutura de pé, comprometendo a integridade física de quem vive e transita no entorno.