Uma sequência de episódios violentos registrados em Natal, especialmente no bairro de Ponta Negra, voltou a colocar a segurança pública no centro do debate político no Rio Grande do Norte. Na mesma semana, foram registrados incêndios de veículos em diferentes pontos da cidade. Mais recentemente, na Vila de Ponta Negra, um novo caso envolveu confronto entre criminosos e a Polícia Militar, com troca de tiros e incêndio de um carro e de um ônibus.
A escalada dos ataques foi classificada pelo deputado federal General Girão (PL) como um cenário de “terror contra a população”. Em manifestação pública, o parlamentar afirmou que os episódios não são isolados e os relacionou a um contexto mais amplo de segurança no país. Segundo ele, “o que estamos vendo em Ponta Negra não é coincidência, é o reflexo direto da impunidade contra os criminosos e do caos da segurança pública”.

O deputado também direcionou críticas aos governos do PT, mencionando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a governadora Fátima Bezerra. Para ele, há falhas na condução da política de segurança. “O DesGoverno Fátima Bezerra precisa assumir sua responsabilidade”, afirmou, ao apontar falta de investimento e uma “sensação de impunidade que encoraja criminosos”.
Na avaliação do parlamentar, os ataques representam uma afronta direta ao Estado e exigem reação imediata. “Ataques, incêndios e tentativas de intimidação não vão calar quem está ao lado da lei. Pelo contrário, só reforçam a necessidade de uma resposta firme, dura e imediata”, declarou.
Girão também destacou o trabalho das forças de segurança, manifestando apoio aos policiais militares que atuaram nas ocorrências. O deputado afirmou ainda que tem atuado no tema ao longo de seu mandato.
Ele também fez referência ao cenário político futuro, defendendo mudanças a partir das eleições. Segundo Girão, a formação de uma maior bancada conservadora poderia alterar o quadro atual. “As coisas vão melhorar a partir de 2027, quando poderemos ter a maior bancada de políticos conservadores da história do Brasil”, afirmou.
Styvenson reforça diálogo
O senador Styvenson Valentim (PSDB) afirmou que mantém atuação aberta ao diálogo com gestores de diferentes correntes políticas, ao destacar que seu gabinete segue disponível para apoiar iniciativas voltadas à população. “Seja da esquerda, da direita ou do centro: se o prefeito quiser trabalhar pelo nosso povo, o nosso gabinete estará sempre de portas abertas para oferecer soluções”, declarou.
A manifestação ocorreu após encontro com o prefeito de Santa Maria, Dr. Raniery, do PT — que, segundo o senador, esteve no gabinete para agradecer pelos recursos já destinados e pelos que ainda serão encaminhados.
Styvenson ressaltou que a atuação parlamentar busca se diferenciar pela condução política. “Mais uma vez mostramos que o nosso mandato veio para fazer uma política diferente no RN: com diálogo, respeito e trabalho, acima de qualquer lado”, disse.
O senador tem reiterado a defesa de uma atuação que priorize resultados administrativos e articulação institucional, independentemente de alinhamento partidário.
Fátima destaca avanço energético
A governadora Fátima Bezerra (PT) foi informada da liberação da licença ambiental para retomada da exploração na Margem Equatorial, considerada estratégica para o setor de petróleo e gás no Estado. A autorização foi concedida pelo Ibama e marca um novo momento para a atividade no RN. “Hoje demos um passo importante para o futuro”, afirmou.
De acordo com a governadora, o processo foi conduzido em parceria com a Petrobras, presidida por Magda Chambriard, e terá início pelo poço Mãe Ouro. A expectativa é de que as operações avancem nos próximos meses. “E já tem mais avanço vindo: a sonda será transferida para o RN, com previsão de início da perfuração a partir de junho”, declarou.
Fátima destacou os impactos econômicos da medida, associando o projeto à geração de emprego e à retomada da cadeia produtiva do setor. “Isso significa desenvolvimento, geração de oportunidades e fortalecimento de toda a cadeia de petróleo e gás no nosso estado”, disse.
Ao final, a governadora apontou o reposicionamento do estado no cenário nacional da indústria energética. “É o RN de volta ao mapa estratégico do setor, com a Petrobras como âncora”, afirmou.