O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (Republicanos), afirmou que não acredita na possibilidade de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar outro cargo em 2026 e, por consequência, avalia como improvável a realização de uma eleição indireta para um eventual governo tampão. Segundo ele, a tendência é que a chefe do Executivo estadual permaneça no cargo até o fim do mandato. A declaração foi dada ao comentar o cenário político para o próximo ano eleitoral e as especulações sobre uma possível desincompatibilização da governadora para concorrer ao Senado.
Álvaro também comentou a hipótese de candidatura do atual secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier (PT), apontado como um dos nomes do PT para a sucessão estadual. Para o ex-prefeito, caso o secretário venha a disputar o governo, o quadro eleitoral deverá repetir a polarização que tem marcado o debate político nacional. Na avaliação dele, a disputa tende a se concentrar entre dois polos ideológicos claros, representados pelo PT e pelo campo político alinhado ao PL.

Dentro dessa leitura, Álvaro afirmou não acreditar na viabilidade de uma terceira via competitiva na eleição de 2026. Segundo ele, o ambiente político no Rio Grande do Norte segue a mesma lógica de divisão observada no cenário nacional, o que dificulta o surgimento de candidaturas fora desses dois blocos. Para o pré-candidato, a tendência é que o eleitorado se divida entre projetos de direita e de esquerda.
Questionado sobre a possibilidade de o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), entrar na disputa pelo governo, Álvaro afirmou que se trata de uma decisão pessoal do gestor mossoroense. Ainda assim, reforçou sua análise de que o atual contexto político torna pouco provável o sucesso de candidaturas que tentem ocupar o espaço de uma terceira via no Estado.
Poderes
O senador Rogério Marinho (PL) voltou a elevar o tom no debate ao afirmar que o Brasil precisa “resgatar a normalidade democrática”, defendendo limites claros entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Em publicação nas redes, o líder da oposição no Senado criticou o que chamou de “interferência e promiscuidade institucional” entre os poderes, sustentando que quando um poder se sobrepõe ao outro quem perde é a sociedade. A fala se insere no discurso recorrente da oposição sobre ativismo institucional e reforça a agenda política nacional que o senador tem adotado.
Combustíveis
A deputada federal Natália Bonavides (PT) acionou o Ministério Público do Rio Grande do Norte e o Procon para investigar o aumento repentino no preço dos combustíveis no Estado. A manifestação acontece após o litro da gasolina e do diesel ultrapassar R$ 7 no Rio Grande do Norte. Natália argumenta que o combustível impacta diretamente o custo de vida, o transporte e o preço dos alimentos, e defende apuração rigorosa para verificar possíveis abusos ou irregularidades na alta dos preços.
Consignados
Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Luiz Eduardo (PSDB) voltou a cobrar explicações do Governo do Estado sobre o atraso no repasse aos bancos de parcelas de empréstimos consignados contratados por servidores públicos. O deputado destaca que os repasses estão atrasados há meses, gerando insegurança financeira e prejuízos para milhares de trabalhadores. O parlamentar informou que a Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa convocou o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, para prestar esclarecimentos sobre a situação.
João Maia: PL é o principal rival
O deputado federal João Maia (PP) afirmou que, no atual cenário político do Rio Grande do Norte, o principal adversário do grupo político ao qual está ligado não é o PT do pré-candidato a governador Cadu Xavier, mas o PL do pré-candidato Álvaro Dias. A declaração foi dada durante entrevista à 98 FM ao comentar o quadro de alianças e disputas para as eleições de 2026. Segundo ele, embora haja diferenças políticas com o campo governista, o embate eleitoral mais direto tende a ocorrer com o grupo liderado pelo senador Rogério Marinho e pelo ex-prefeito de Natal. “Hoje nosso principal adversário está no PL. Não está no PT”, afirmou o parlamentar. A avaliação reflete a reorganização das forças políticas no Estado, especialmente em torno da possível candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ao Governo do Estado, projeto que João Maia tem apoiado. O deputado também indicou que a formação das alianças e nominatas ainda está em construção e que o cenário pode sofrer ajustes até o período eleitoral.