O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), avalia que o Rio Grande do Norte corre o risco de entrar em desvantagem no novo ambiente econômico criado pela reforma tributária, aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, o modelo que substituirá a atual lógica de ICMS e ISS por um imposto único, com repartição entre União, estados e municípios, exigirá dos entes federativos um esforço real de modernização. Ele registrou que a guerra fiscal entre os estados dará lugar a outra disputa. Em vez de oferecerem um ICMS menor (algo que não será mais possível), estados vão atrair empresas por outros predicados, como infraestrutura e formação de mão de obra.
Na avaliação do prefeito de Mossoró, essa transformação coloca o RN diante de uma pressão inédita. “A partir do momento que entrar em vigor a reforma tributária na íntegra, como é que vai estar o Rio Grande do Norte? Cadê as nossas ferrovias? Cadê as nossas rodovias estaduais? Como é que nós vamos ficar? Nós vamos estar apenas fadado a esse insucesso que nós temos hoje? Como é que vai ficar a situação do Porto de Natal?”, refletiu.

O prefeito destacou que o RN exporta grande parte de sua produção, especialmente frutas do Polo Mossoró–Assu, por terminais de outros estados. “Boa parte das frutas produzidas aqui sai por Pecém, no Ceará, ou por Suape, em Pernambuco, ele lembrou.
Para Allyson, essa discussão precisa ocorrer imediatamente, e não apenas no ano eleitoral. Ele cobra que entidades como Fiern, Fecomércio, Faern e Femurn liderem um projeto de Estado voltado para o novo cenário nacional.
“O Estado vive um estado de letargia”, afirmou.
OPOSIÇÃO PULVERIZADA
Allyson Bezerra não vê problema na pulverização de candidaturas na oposição. Pelo contrário, ele disse considerar positivo um cenário com múltiplos nomes na disputa. “Gostaria muito que, no estado do Rio Grande do Norte, nós tivéssemos não só uma, duas ou três candidaturas. Era interessante que tivesse cinco, dez candidatos, e cada um fosse lá e apresentasse o seu projeto, a sua ideia”, declarou ontem na TV Agora RN.
PESQUISA
O prefeito de Mossoró também deixou claro que concorda com o ex-senador José Agripino Maia (União), que defende o critério de pesquisa para escolher que candidato deverá representar o grupo político em 2026. “Nós estamos em uma democracia, vivemos um país democrático. O candidato é escolhido pelo quê? Pelo voto. O candidato é escolhido pela população, aquele que consegue reunir as habilidades necessárias para a população ir lá e escolhê-lo para que ele consiga governar”, enfatizou.
GRUPO FORTE
Desatrelado dos tradicionais grupos de esquerda e direita, Allyson Bezerra faz questão de mostrar que não vai sozinho para o palanque. Ontem, na TV Agora RN, lembrou que tem o apoio de quatro partidos: União Brasil, PP, PSD e Solidariedade. Citou ainda, claro, a senadora Zenaide Maia e o apoio de prefeitos de cidades importantes do Estado, como Nilda Cruz (Parnamirim), Jaime Calado (São Gonçalo do Amarante) e Emídio Júnior (Macaíba). E ainda os deputados federais Benes Leocádio (União), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP).
PRESIDENTE DESTAQUE
O presidente da Câmara Municipal de Natal e da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (Fecam-RN), vereador Eriko Jácome (PP), recebeu o Troféu Presidente Destaque, reconhecimento nacional concedido pela União dos Vereadores do Brasil (UVB). A premiação, que celebra gestões legislativas de referência em todo o País, foi entregue durante a comemoração dos 61 anos da UVB, em Brasília. Após a solenidade oficial, o presidente da entidade, Gilson Conzatti, enviou o troféu ao Rio Grande do Norte para que a entrega simbólica fosse realizada em Natal.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira 2 que a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, pediu a ele que assumisse a responsabilidade de uma luta mais dura no combate à violência contra a mulher. “O que está acontecendo na cabeça desse animal, que é tido como espécie animal mais inteligente do planeta terra, para tanta violência? Eu acordei domingo para tomar café e, no café, a Janja começou a chorar. De noite, vendo Fantástico, Janja voltou a chorar. Ontem, voltou a chorar. Hoje, ela pediu no avião: Lula, assuma responsabilidade de uma luta mais dura contra violência do homem contra a mulher”, contou.