Babá Pereira, presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte e vice-presidente estadual do Partido Liberal, deve desempenhar papel relevante no processo eleitoral deste ano.
Poderia tentar uma cadeira de deputado federal ou disputar uma das vagas ao Senado.

Certa vez, o senador Styvenson Valentim declarou publicamente apoio a Babá como companheiro de chapa. O ex-prefeito de São Tomé gostou da ideia e passou a viajar pelo Estado como pré-candidato ao Senado.
A força de Babá está no municipalismo. No seu retorno à Femurn, recebeu 109 votos contra 52 conquistados por Pedro Henrique, prefeito de Pedra Grande, apoiado pela governadora Fátima Bezerra.
Foi uma vitória maiúscula, que o colocou na linha de frente da direita potiguar e consolidou sua influência entre os prefeitos.
É dessa força que Álvaro Dias está precisando para lubrificar a máquina de votos que antes funcionava para eleger Rogério Marinho.
Para muitos prefeitos, uma coisa era Rogério na disputa pelo governo, com todo o apoio, prestígio e recursos financeiros do PL. Outra é Álvaro como candidato a governador por outra legenda — o Republicanos —, sem o poder de fogo do líder bolsonarista.
Por conta disso, muita gente se sentiu liberada para buscar novos arranjos políticos para a eleição de outubro. O sinal de alerta soou na pré-campanha de Álvaro Dias.
O risco de fuga de uma parcela de prefeitos, vereadores e lideranças municipais foi determinante para a escolha de Babá como pré-candidato a vice-governador.
Além de segurar a boiada que ameaça escapar, Babá buscará ampliar as intenções de voto no grupo da direita em todas as regiões do Estado — muito além do Seridó e da capital, onde Álvaro Dias é bastante conhecido.
Babá será o nome de Rogério Marinho e do PL na campanha. Não há dúvida disso.
Banho de água fria
A possível filiação de Álvaro Dias ao PL — ainda no campo das especulações — pode atrapalhar os planos de Coronel Hélio, pré-candidato ao Senado. Com Babá na vice, torna-se improvável a formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do Partido Liberal. Essa engenharia partidária ainda está em estudo.
Vai na fé
Coronel Hélio não esconde a ansiedade para ser anunciado como nome do PL ao Senado. Segundo ele, Rogério Marinho o definiu como “candidato favorito” já no ano passado. Até agora, nada de anúncio. O coronel mantém a fé:
— A confiança é absoluta — afirma.
Buraqueira
Cristiane Dantas cobrou providências do governo em relação ao programa de recuperação de rodovias, com foco em um trecho da RN-002, que liga a BR-101 ao município de Senador Georgino Avelino. Segundo a deputada, a situação atual da rodovia é crítica. Até agora nada de asfalto novo por lá.
Caixa-preta
Gustavo Carvalho defendeu ontem a instalação de uma CPI para apurar irregularidades na cobrança de empréstimos consignados de servidores públicos. Segundo o parlamentar, o Estado desconta as parcelas em folha, mas não as repassa às instituições financeiras. Carvalho afirmou que tenta obter esses dados desde novembro de 2023.
Auxílio-peru
Flávio Dino mexeu noutro vespeiro ao suspender o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes. O ministro do STF afirmou que há um “fenômeno de multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição. E citou “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” como exemplos de ilegalidade.