Com o paraquedas acionado, um avião monomotor caiu em uma área de mata e pegou fogo na manhã desta terça-feira 25, no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O piloto, de 29 anos, era o único ocupante. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele conseguiu sair depois da queda e foi retirado do local por pessoas que presenciaram o acidente.

O homem foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mateus Leme. As informações iniciais apontam que ele não apresentava queixas de dores nem escoriações.
Imagens registraram o momento da queda. O avião aparece descendo com o paraquedas da aeronave acionado. Após atingir o solo, o monomotor é tomado pelo fogo.
O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e seguia para Bom Despacho. Em maio, outra aeronave que partiu da Pampulha caiu na capital mineira.
Como funciona o paraquedas do avião
A aeronave envolvida no acidente é um Cirrus Design SR22. O modelo possui o Cirrus Airframe Parachute System (CAPS), um sistema de emergência desenvolvido para reduzir a velocidade de descida de todo o avião.
Diferentemente do equipamento usado por uma pessoa, o CAPS sustenta a estrutura completa da aeronave. Quando acionado pelo piloto, o sistema libera o paraquedas instalado no monomotor. A própria fabricante Cirrus informa que o recurso é instalado como item padrão nos aviões certificados da marca.
O equipamento não impede o impacto com o solo, mas busca tornar a descida mais controlada em uma emergência. As imagens feitas em Mateus Leme mostram o paraquedas aberto acima da aeronave antes da queda.
O mesmo princípio já apareceu em outras ocorrências. Em 2022, por exemplo, um avião equipado com sistema de emergência desceu preso a um paraquedas em uma rua residencial na Bélgica.
Aeronave estava com situação regular
O avião que caiu em Mateus Leme tem o prefixo PR-VMI e foi fabricado em 2013. O modelo é de uso particular, possui cinco assentos e é equipado com um motor.
De acordo com a consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro da Agência Nacional de Aviação Civil, a situação da aeronave era normal e não havia restrições de voo registradas.
O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade tinha validade até 26 de setembro de 2026. Esse dado indica a condição documental registrada antes da ocorrência, mas não determina a causa da queda.
Causa da queda será investigada
As circunstâncias do acidente ainda deverão ser esclarecidas. A análise deve considerar informações sobre o voo, as condições da aeronave, o acionamento do paraquedas e os vestígios encontrados no local.
No Brasil, as investigações aeronáuticas são conduzidas dentro do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. O Cenipa, ligado à Força Aérea Brasileira, é o órgão central responsável pelo sistema e atua com foco na prevenção de novas ocorrências.
As equipes de emergência também atuaram no combate às chamas que atingiram a aeronave após o impacto. Como o piloto já estava fora do avião, o atendimento se concentrou no controle do incêndio, na avaliação médica do ocupante e na preservação da área para os levantamentos sobre a queda.
Até a última atualização, não havia sido divulgada uma conclusão sobre o que provocou a queda. Também não foram informados outros feridos no solo.