Uma mulher fingiu estar dormindo e flagrou o companheiro abusando da filha dela, de 5 anos, na manhã de domingo 9, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O homem, de 46 anos, fugiu de moto após ser confrontado, mas foi localizado pela Polícia Militar e preso. A criança tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com o relato da mãe aos policiais, a menina contou que o padrasto havia tocado nas partes íntimas dela e a obrigado a tocar nas partes íntimas dele. A mulher informou que já desconfiava do comportamento do companheiro e passou a observar as atitudes dele durante o fim de semana.

No sábado 8, a mãe percebeu uma movimentação considerada estranha. Segundo o relato registrado pela polícia, ela viu, pelo reflexo da geladeira, o homem fazendo movimentos em direção à criança.
Na manhã seguinte, a mulher percebeu que o companheiro havia deixado a cama onde os dois dormiam e se dirigido ao colchão em que a menina estava. Ela fingiu continuar dormindo, prestou atenção ao que ele dizia e, ao se virar, flagrou o abuso.
A mãe confrontou o homem e informou que acionaria a Polícia Militar. Ele deixou o imóvel em uma motocicleta. Pouco depois, os militares localizaram o suspeito, que afirmou estar a caminho de Pratinha, município onde trabalha, a cerca de 180 quilômetros de Patos de Minas.
Segundo a mãe, o companheiro trabalha em Pratinha e permanece na residência em alguns fins de semana. A Polícia Militar informou ainda que o homem já era conhecido no meio policial por ser usuário de drogas.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde prestou depoimento. Conforme a corporação, a prisão foi confirmada pelo crime de estupro de vulnerável. O nome dele não foi divulgado.
Após os procedimentos na delegacia, o homem foi levado para o Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas. O Conselho Tutelar acompanha o caso.
O crime de estupro de vulnerável ocorre quando alguém pratica ato sexual ou libidinoso com uma pessoa menor de 14 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tenha discernimento para consentir ou não possa oferecer resistência. Nos casos previstos em lei, eventual consentimento é considerado irrelevante.