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Apostas Online

Mais de 500 novas bets ilegais surgem após proibição no Brasil

Levantamento identificou 543 novas plataformas após medida do governo; 292 foram criadas no dia seguinte à proibição
Agora RN
29/09/2026 | 16:51

Um levantamento da plataforma Bet Legal identificou 543 novas casas de apostas que teriam sido lançadas ilegalmente após o governo federal proibir as bets no Brasil. Os dados consideram as plataformas identificadas entre as 18h de sexta-feira 25, quando a medida foi anunciada, e a tarde desta segunda-feira 28.

Segundo o levantamento, 41 novas casas de apostas foram registradas apenas uma hora após o anúncio da medida provisória. O maior número foi identificado no sábado 26, quando 292 novas plataformas começaram a operar.

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Levantamento aponta criação de 543 novas plataformas de apostas após proibição das bets no Brasil - Foto: José Aldenir/Agora RN

A proibição foi estabelecida por medida provisória assinada pelo governo federal na sexta-feira 25. A determinação suspendeu a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país.

Antes da mudança, as casas de apostas autorizadas pelo governo constavam em listas oficiais. Com a nova regra, as plataformas têm até segunda-feira 5 para devolver aos apostadores os valores que permaneciam nas contas na sexta-feira 25, último dia em que era possível realizar apostas.

O levantamento também aponta que 57.691 endereços, entre domínios e URLs, foram encaminhados pela Secretaria de Prêmios e Apostas à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para bloqueio entre 1º de janeiro e 22 de setembro de 2026. O número corresponde a endereços digitais e não necessariamente a empresas diferentes, já que uma mesma plataforma pode utilizar vários domínios e versões alternativas.

Após a publicação da medida provisória, o governo ampliou o monitoramento das atividades relacionadas às apostas online. Uma força-tarefa identificou e derrubou centenas de sites com indícios de oferta irregular e passou a acompanhar também redes utilizadas para divulgação de plataformas.

O governo informou que a fiscalização busca impedir que as atividades proibidas sejam transferidas para redes sociais, aplicativos, grupos fechados, canais clandestinos ou plataformas hospedadas fora do país.

A proibição também é alvo de questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Entidades que representam empresas do setor pediram a suspensão da medida provisória e alegaram que a decisão rompe com o marco regulatório estabelecido anteriormente para as apostas de quota fixa.