Após o incêndio que danificou a estátua de Nossa Senhora de Fátima, na Zona Norte de Natal, o Núcleo de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar) realizou ação para avaliar possíveis impactos ambientais e riscos à saúde da população.
A equipe do Vigiar, vinculada à Vigilância em Saúde Ambiental (VSA Natal), esteve no local depois do incidente registrado na terça-feira 24, que comprometeu cerca de 68% da estrutura da escultura. O objetivo foi identificar a presença de poluentes liberados durante o incêndio e analisar os efeitos da exposição para moradores da região.

De acordo com o chefe da VSA, Judson Gonçalves de Oliveira, a queima de materiais como isopor, resina, espuma expansiva e fibra de vidro pode ter liberado substâncias nocivas, além de fuligem e odores persistentes. Ele informou que idosos e crianças estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos desses poluentes.
O município dispõe de 115 pontos fixos de monitoramento da qualidade do ar, mantidos em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Os equipamentos registram dados ambientais para controle da emissão de poluentes.
Além dos pontos fixos, a cidade conta com o Transecto Móvel, veículo que percorre diferentes áreas para coleta de informações sobre a qualidade do ar. Segundo a Vigilância em Saúde Ambiental, um novo levantamento será realizado em até sete dias, com a passagem do Transecto Móvel na área afetada para coleta complementar de dados.
O acompanhamento na região do incêndio continuará nos próximos dias, conforme informou a Vigilância em Saúde Ambiental.
O Núcleo Vigiar é responsável por mapear áreas com maior exposição a contaminantes atmosféricos em Natal, subsidiando a formulação de políticas públicas e reforçando ações de proteção à saúde da população.
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