Forças de segurança pública e o Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagraram, nesta quinta-feira 12, a terceira fase da Operação Território Seguro. Mandados de busca e apreensão e de prisão foram cumpridos nas cidades de Natal e Parnamirim. Na capital potiguar, as diligências foram intensificadas especialmente na Zona Leste, com foco nos bairros de Mãe Luíza e Rocas, além dos bairros Cidade da Esperança e Nossa Senhora de Nazaré e Quintas, na Zona Oeste. Em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, a ação ocorreu no bairro Monte Castelo. Até o fechamento desta edição, foram registradas 14 prisões.
De acordo com a Polícia Civil, a ação desta quinta-feira é resultado da investigação dos confrontos entre policiais e bandidos em Natal entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Durante a operação, foram identificados diversos suspeitos apontados como integrantes e colaboradores das organizações criminosas, além de endereços possivelmente utilizados para a guarda e ocultação de armamentos. Também foram identificados indivíduos que, em tese, promovem e enaltecem facções criminosas por meio de músicas com conteúdo de apologia a crimes e a criminosos. As investigações também alcançam grupos suspeitos de envolvimento em arrombamentos de veículos.
No contexto dessas apurações, foram identificados indícios da prática de crimes como receptação, adulteração de veículo automotor, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e comércio irregular de arma de fogo.
A operação contou com a mobilização direta de mais de 300 agentes das forças de segurança envolvidas.
A Operação Território Seguro foi iniciada em outubro de 2025, quando uma megaoperação efetuou mais de 30 prisões em Natal. A ação é uma parceria do Governo do Estado com o Governo Federal. Além da repressão, o projeto prevê ações de cidadania e serviços públicos em comunidades controladas por organizações criminosas, de modo a enfraquecer o domínio do crime sobre áreas da cidade.
PMs do Ceará são presos por atentado a casa de vereadora no RN
Dois policiais militares do Ceará foram presos nesta quinta-feira 12, em Mossoró, suspeitos de envolvimento em um atentado a tiros contra a casa da vereadora Francisca Leite de Medeiros Alves, conhecida como Titica de Lúcio (MDB), em Caraúbas, no Rio Grande do Norte.
O crime ocorreu na madrugada de 6 de outubro de 2025 e foi flagrado por câmeras de segurança. Na ocasião, dois homens em uma moto atiraram mais de 15 vezes contra a fachada da residência da parlamentar. A vereadora estava em casa com familiares no momento do ataque, mas ninguém ficou ferido. Depois do episódio, a parlamentar denunciou o caso à polícia. Os tiros deixaram marcas no portão da casa e na porta de vidro da clínica da vereadora, ao lado da residência.
Durante as investigações, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte identificou a participação de dois policiais do Ceará. Eles foram alvos da Operação Perjúrio, que cumpriu dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão contra os agentes.
Um dos presos é o soldado Dario Aureliano Jales. O outro policial militar não teve a identidade informada. Ambos atuavam na cidade de Fortaleza. Um policial civil também é investigado. A defesa dos suspeitos não foi localizada.
Durante as prisões, foram apreendidas as armas funcionais dos policiais militares, que teriam sido usadas na ação criminosa, um revólver sem registro e notebooks. Também foram apreendidos documentos que estavam na posse de um dos soldados.
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