A comunidade do Areal, no Passo da Pátria, em Natal, recebeu pela primeira vez o espetáculo Pavão Misterioso, apresentado pela Banda Sinfônica de Natal e pelo Ballet Municipal Roosevelt Pimenta. A apresentação marcou o encerramento das atividades culturais do ano e reuniu moradores em um evento aberto ao público.
Em cartaz há dez anos, a peça mescla música e dança e integra a programação tradicional do período natalino na capital potiguar. O público acompanhou a apresentação de forma atenta, em uma iniciativa que levou o espetáculo a um espaço fora dos teatros convencionais da cidade.

A moradora Sandra Silva de Oliveira levou seis crianças para assistir à apresentação. “Nunca vi apresentação de uma banda sinfônica. Então é maravilhoso que eles pudessem vir para nossa comunidade, ainda mais nesse período de Natal”, afirmou. Já Maiara Martins comentou sobre a importância de ampliar a programação cultural no local. “É um privilégio. Gostaríamos de ter mais esses momentos”, disse.
Segundo a secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, a iniciativa está alinhada à proposta da Prefeitura do Natal para os próximos anos. “Adotaremos um caráter mais formativo e ambos também irão se apresentar em espaços públicos, como fizemos recentemente no Midway. Além disso, levaremos as apresentações às comunidades, porque a arte deve estar onde o povo está”, afirmou.
O maestro Gilberto Cabral, autor da peça Pavão Misterioso, falou sobre a experiência de apresentar o espetáculo em áreas periféricas da cidade. “No primeiro ano do espetáculo houve uma apresentação no Teatro Riachuelo, com convidados de fora e toda aquela estrutura. Isso me emocionou bastante. Mas nada se compara a ver o trabalho sendo apreciado pela população e podendo servir de incentivo ao caminho artístico”, declarou.
Além da apresentação no Passo da Pátria, a Banda Sinfônica de Natal e o Ballet Municipal Roosevelt Pimenta realizaram duas sessões gratuitas do espetáculo Pavão Misterioso no Teatro Alberto Maranhão, no dia 12 de dezembro, sob a direção do professor Dimas Carlos. A montagem é inspirada no livro de Ronaldo Correia de Brito e Assis Lima e adaptada a partir de um dos cordéis mais conhecidos do Nordeste.
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