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Censo

Você é Maria, José ou Ana? IBGE mostra nomes e sobrenomes mais comuns; confira o seu

Silva aparece em 16,76% dos registros, mantendo a liderança entre os sobrenomes brasileiros
Redação
04/11/2025 | 10:09

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira 4 a nova edição do levantamento Nomes no Brasil, com dados atualizados do Censo Demográfico 2022. O estudo inclui nomes e sobrenomes da população brasileira. Entre os mais de 140 mil nomes próprios contabilizados, Maria e José mantêm-se no topo do ranking nacional, posição que já ocupavam na edição de 2010.

O levantamento identificou ainda mais de 200 mil sobrenomes em uso no país. Silva aparece como o mais frequente, presente na identificação de 16,76% da população.

Comércio - Foto: José Aldenir/Agora RN
Segundo o IBGE, o sobrenome “Silva” aparece em mais de 34 milhões de registros no país. - Foto: José Aldenir / AgoraRN

O novo site do IBGE, lançado junto com o levantamento, permite ao usuário consultar os nomes e sobrenomes por gênero, período de nascimento e letra inicial, além de gerar rankings personalizados por estado, município ou Brasil.

Confira o seu nome AQUI

Segundo o ranking divulgado pelo IBGE, os 10 sobrenomes mais populares no país são:

  1. Silva: 34.030.104 pessoas
  2. Santos: 21.367.475
  3. Oliveira: 11.708.947
  4. Souza: 9.197.158
  5. Pereira: 6.888.212
  6. Ferreira: 6.226.228
  7. Lima: 6.094.630
  8. Alves: 5.756.825
  9. Rodrigues: 5.428.540
  10. Costa: 4.861.083

“A versão anterior do Nomes no Brasil, lançada em 2016 com dados do Censo 2010, foi um sucesso absoluto e inesperado de público. Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como acrescentar mais dimensões para se explorar”, explica Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento no IBGE e responsável pelo projeto.

Ao clicar em cada nome, é possível visualizar o número total de registros, a concentração por localidade e uma linha do tempo mostrando a frequência de registros por década. O site também calcula a idade mediana associada a cada nome, indicando metade da população mais jovem e metade mais velha que o valor.

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Foto: IBGE
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Foto: IBGE

Concentração regional

Entre as curiosidades regionais, o levantamento mostra que em Morrinhos (CE) e Bela Cruz (CE), a cada 100 pessoas, 22 se chamam Maria (22,30% e 22,21%, respectivamente). Em Santana do Acaraú (CE), uma em cada 10 pessoas tem o nome Ana (10,41%), e em Buriti dos Montes (PI), o nome Antonio representa 10,06% da população.

No caso dos sobrenomes, 43,38% da população de Sergipe tem Santos no registro. Em Alagoas e Pernambuco, o sobrenome Silva aparece em mais de um terço da população — 35,75% e 34,23%, respectivamente.

Nomes que sobem e caem ao longo do tempo

Os dados também permitem observar a variação na popularidade de nomes por década. Segundo o IBGE, nomes como Osvaldo e Terezinha apresentaram declínio de uso ao longo do tempo, com idades medianas de 62 e 66 anos, respectivamente. Já nomes mais recentes, como Gael e Helena, mostram ascensão, com idades medianas de 1 e 8 anos.

Onomástica e cultura

O novo site traz ainda uma aba dedicada à Onomástica – área que estuda os nomes próprios. O espaço reúne fatos e curiosidades sobre a dinâmica cultural associada aos nomes e sobrenomes e como o sistema de nomeação pode refletir transformações sociais e históricas.

O projeto tem como base as listas de moradores registradas em 1º de agosto de 2022, data de referência do Censo. Foram coletados o nome e o sobrenome completo de cada morador informado pelo entrevistado.

Para fins de divulgação, o IBGE considerou apenas o primeiro nome no campo “nome” e contabilizou a frequência de sobrenomes, independentemente da ordem.

As variações gráficas foram mantidas conforme declaradas: Ana e Anna, Ian e Yan, Luis e Luiz foram contabilizados separadamente. Também não foram considerados sinais diacríticos, como acentos e cedilha — nomes como Antônio, Cauã, Luís e Luísa foram registrados sem essas marcas.

O IBGE esclarece ainda que o sexo dos moradores reflete exclusivamente a informação declarada durante a coleta do questionário, o que pode gerar diferenças entre os dados de 2010 e 2022.

A primeira edição do levantamento foi lançada a partir dos dados do Censo 2010.